Legenda: Novo Governo Português: PM, Luís Montenegro, no meio, ladeado pelo MNE Paulo Rangel e Miranda Sarmento, Ministro das Finanças.
Lisboa, 06 Jun (AIM)- O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, empossou esta sexta-feira (06) os 43 secretários de Estado do XXV Governo Constitucional, um dia depois da entrada em funções do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e dos seus 16 ministros.
Luís Montenegro, para além de ser primeiro-ministro de Portugal, é igualmente líder do Partido Social-Democrata (PSD) e da AD Coligação PSD/CDS-PP, vencedora das legislativas antecipadas de 18 de Maio, mas sem maioria absoluta.
A cerimónia de posse desta sexta-feira teve lugar ao princípio da tarde no Palácio da Ajuda, em Lisboa.
Curiosamente, o novo Governo tem menos mulheres do que o anterior executivo, também liderado por Luís Montenegro, mais um elemento e apresenta uma renovação de 30 por cento ao nível das secretarias de Estado.
No total, o executivo terá 60 governantes, contando com o primeiro-ministro, dos quais 20 são mulheres (33 por cento), quando no anterior eram 24 em 59 (cerca de 40 por cento), segundo escreve a imprensa lisboeta.
A primeira reunião do novo Conselho de Ministros decorreu esta tarde.
Continuidade nos Negócios Estrangeiros, Defesa e Finanças
Paulo Rangel, do PSD, mantém-se na pasta dos Negócios Estrangeiros, Nuno Melo, do CDS-PP, na Defesa, Miranda Sarmento, também do PSD, nas Finanças, e Leitão Amaro, PSD, Ministro da Presidência.
Um das poucas mudanças é a saída de Pedro Reis da pasta da Economia, sendo substituído por Manuel Castro Almeida, que passa a acumular com a Coesão Territorial.
Margarida Blasco deixou a pasta da Administração Interna, sendo substituída por Maria Lúcia Amaral, a até agora Provedora de Justiça.
Breve discurso de Montenegro na tomada de posse
No seu discurso, na quinta-feira, o primeiro-ministro declarou “guerra à burocracia”, dizendo não haver outro caminho para o país senão a criação de riqueza e lançou avisos sobre imigração e segurança, tema bastante explorado durante a pré-campanha e campanha eleitoral, com promessa de repatriamento dos considerados “ilegais”.
“Com a sua particular e profunda sabedoria, o povo português falou e decidiu reforçar a confiança no projecto político que lideramos”, sublinhou.
“É com humildade que ouvimos e entendemos a confiança que foi endossada às oposições, que respeitaremos e escutaremos, procurando as convergências que as pessoas reclamam”.
O chefe de Governo vincou ainda que “a estabilidade política é uma tarefa de todos”, pelo que “a todos se exige lealdade, diálogo, maturidade e espírito construtivo. O país precisa de quem quer construir, e não de quem só pensa em destruir”.
Na visão de Luís Montenegro, “transformar Portugal é o caminho para combater a pobreza em todas as suas expressões” e isso apenas acontece “criando riqueza”. “Não há outro caminho”, sublinhou.
“O crescimento da economia e a criação de riqueza são, portanto, o resultado e a ambição número um do Governo para alcançarmos o objectivo supremo que é o bem-estar das portuguesas e dos portugueses”, referiu o primeiro-ministro.
Na ocasião, o chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhou que a vitória da AD, embora mais expressiva, não é um “cheque em branco” à sua actuação.
(AIM)
DM
