Presidente da República, Daniel Chapo, recebe em audiência líder religioso Onório Cutane
Maputo, 07 Ago (AIM) – O líder religioso, Onório Cutane, afirma que o Presidente da República, Daniel Chapo, apenas precisa de uma oportunidade para mostrar que é possível desenvolver o país e reconciliar os moçambicanos.
Falando à imprensa hoje (07) em Maputo, minutos após uma audiência que lhe foi concedida pelo Presidente da Republica, Cutane disse que é uma pessoa humilde e aberta para resolver os problemas dos moçambicanos e do país.
Centrado na promoção da reconciliação nacional, da paz e da dignidade humana, o encontro é parte integrante dos esforços que o Chefe do Estado para envolver também líderes religiosos na construção de um Moçambique unido, sobretudo face às crises sociais e episódios de violência cíclica, durante e após a realização das eleições.
“O Presidente [Chapo] é uma pessoa muito humilde, com um coração muito aberto, e isso é muito importante. De longe, as pessoas podem ter uma outra imagem dele, mas de perto a imagem é diferente. É alguém que é mesmo aberto para os problemas do país, para o bem dos moçambicanos”, afirmou.
Referiu que o Chefe do Estado apenas “precisa de uma chance para mostrar que é possível reconciliar os moçambicanos e tornar Moçambique num país uno, desenvolvido e para o bem de todos”.
Segundo Onório Cutane, Chapo aceitou a oração, e os seus conselhos que, acima de tudo, são para o bem do país e do governo.
O líder religioso acredita que é possível sarar a violência pós-eleitoral através de uma corrente de oração e, acima de tudo, reconciliação e perdão entre os moçambicanos, como forma de restaurar a dignidade humana que muitas vezes fica mergulhada na violência.
“A nossa mensagem era mesmo de oração, de aconselhamento, de reconciliação nacional porque”, acrescentou, “Moçambique é um país que está ciclicamente a passar por violências. Em cada eleição, há violência; sangue é derramado; o país precisa de cura e com a oração é possível haver reconciliação nacional”.
Onório Cutane acredita que apenas o amor no coração, união, perdão e reconciliação, os moçambicanos podem estar inseridos nas actividades que concorrem para o desenvolvimento do país.
“Como um líder cristão e congregacional, vendo o país a ser devastado por várias crises, das quais as crises sociais que vivenciamos há pouco tempo atrás, sentimos uma necessidade de nos aproximarmos para podermos deixar uma palavra de aconselhamento e de oração à Sua Excelência o Presidente da República, e também ao governo de Moçambique”, vincou.
(AIM)
Ac/sg
