Ministra de Educação e Cultura, Samaria Tovela, recebida em audiência pelo 2º vice-presidente da Assembleia da República, Fernando Jone
Maputo, 07 Ago (AIM) – A ministra de Educação e Cultura, Samaria Tovela, garante que o sector que dirige está em prontidão e em curso a organização de todos os meios necessários para a montagem de lugares para a higienização das mãos dos alunos nas escolas moçambicanas, face a eclosão da Varíola dos Macacos (MPox).
Para o efeito, segundo Samaria Tovela, urge criar melhores condições sanitárias para manter todos os alunos em ambiente escolar seguro e livre de doenças. Desde a eclosão do surto em Mocambique, as autoridades registaram cumulativamente 33 casos, sendo dois na província central de Manica, três na província meridional de Maputo e os restantes na província nortenha de Niassa.
Nas últimas 24 horas, dois casos foram diagnosticados na província de Maputo.
A ministra falava em Maputo, à imprensa, minutos após o término de uma audiência que lhe foi concedida pelo 2º vice-presidente da Assembleia da República (AR) o parlamento moçambicano, Fernando Jone.
“Estamos a organizar, e é exactamente para o reforço da questão da lavagem das mãos, da higienização ao nível das escolas; essa é a questão, já que todos nós sabemos que também [o M-Pox] é uma doença transmissível”, disse.
“Há necessidade de nós mantermos as nossas crianças num ambiente mais saudável e de higiene”, acrescentou, sublinhando ser indispensável buscar a experiência de asseio adquirido no período da COVID-19.
A governante afirmou que o sentido essencial para precaução do M-Pox nos cidadãos, sobretudo nos alunos, consiste em educar e manter os locais o mais saudáveis possível.
Questionada sobre medidas adicionais que, eventualmente, poderão ser implementada no sector, Samaria Tovela disse que está a trabalhar junto com o sector da saúde para evitar o pior.
Falando sobre a prioridade da vacina contra M-Pox para os alunos, a governante reconheceu o poder preventivo do agente patológico, ainda não disponível para Moçambique, afirmando de seguida que “o essencial é trabalharmos para podermos, acima de tudo, fazer com que não se propague a nível do nosso país”.
Sobre a audiência, a ministra escusou-se a falar.
Por seu turno, Jone, que é deputado do Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS), o maior partido da oposição, quis saber da ministra as causas que estão por detrás da não entrada em funcionamento de uma escola primária localizada na cidade de Quelimane, província central da Zambézia, enquanto os alunos continuam a assistir às aulas ao relento e em condições extremamente precárias.
O 2° vice-presidente da AR disse ter recebido garantias da governante para a resolução do problema, que afirma ter contactado o presidente do município de Quelimane, Manuel de Araújo, para mais esclarecimentos.
“Eu não sei se [a ministra] não sabia, provavelmente por ser uma nova ministra, mas a escola foi construída há três anos, e devia saber pelo menos através dos outros que estiveram ligados neste assunto”, afirmou.
(AIM)
Ac/sg
