Presidente do Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Agostinho Langa Júnior (esquerda)
Maputo, 15 Set (AIM) – O Presidente do Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Agostinho Langa Júnior, faz uma avaliação positiva do processo de reestruturação das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), iniciado há quatro meses.
A LAM é uma das empresas que, juntamente com a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE), gerem as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).
Agostinho Langa Júnior falava esta segunda-feira (19), em Maputo, em conferência de imprensa para apresentar o ponto de situação do processo de reestruturação da companhia de banderira nacional.
O PCA adiantou que a empresa já conseguiu estabilizar parte das suas operações, o que permite maior segurança na tomada de decisões. “Nós crescemos financeiramente em termos de receitas de cerca de 9 milhões de dólares por mês e andamos agora a cerca de 12 milhões de dólares por mês de faturação da LAM”, revelou.
“A nossa avaliação dos primeiros quatro meses é positiva. Julgamos que estamos no caminho certo. Não vou dizer que já atingimos resultados superados mas conseguimos ter algum domínio dos processos da empresa e nos sentimos confortáveis para a tomada de algumas decisões”, acrescentou.
Segundo Langa, a melhoria dos resultados financeiros da companhia resulta, sobretudo, do cumprimento dos compromissos assumidos com os proprietários dos aviões.
“Havia muita reclamação sobre a instabilidade operacional da LAM, mas julgamos que conseguimos alguma melhoria, fruto de honrarmos pontualmente os compromissos com os donos dos aviões. Como sabem, a LAM opera com cinco aviões, dos quais quatro são alugados.”
Nos últimos meses, a prioridade tem sido garantir a estabilidade operacional da empresa. Apesar de ainda existirem dívidas internas e externas, a gestão reitera que a saúde financeira da companhia está a melhorar gradualmente. “Várias entidades já demonstram interesse em colaborar com a LAM, algo que anteriormente não se verificava”, afirmou Langa.
O PCA explicou que a falta de pagamentos atempados por parte dos alugueiros causava, muitas vezes, a interrupção das operações, criando transtornos. “Hoje, essa situação já não se verifica. Começamos a ter resultados financeiros que nos permitem cobrir as operações diárias da LAM”, sublinhou.
Langa anunciou ainda que decorrem esforços para a aquisição de seis aeronaves até a segunda quinzena de Dezembro. “Temos um plano e acreditamos que, até essa data, poderemos ter na frota da LAM seis aviões próprios.”
O PCA destacou também o compromisso da empresa com a disciplina interna. “Estamos atentos aos desafios e dificuldades do dia-a-dia. Se descobrirmos que alguém não está alinhado connosco, dependendo da gravidade, não temos dificuldades em abrir processos disciplinares, rescindir contratos, ou exonerar pessoas de cargos de responsabilidade”, concluiu.
(AIM)
SNN /sg
