Aviao Boeing da LAM. Foto de Ferhat Momade
Maputo, 05 Ago (AIM) – O governo moçambicano confirma o aluguer de aeronaves para garantir a manutenção dos serviços da companhia de bandeira nacional Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), enquanto decorre o processo de reestruturação da empresa pública, iniciado há dois anos.
Falando hoje em Maputo, minutos após o término da 27ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, o porta-voz daquele órgão soberano, Inocêncio Impissa, apontou um conjunto de actividades em curso nas LAM, sobretudo as relacionadas a aquisição de novas aeronaves, para assegurar o normal funcionamento da empresa.
“Parece ser mais rápido alugar um avião ou dois, para permitir que o processo de compra normal possa ocorrer. O que podemos garantir é que, sim, o processo de aquisição de aeronaves continua a ocorrer, e o que sabemos é que o plano de aquisições está a seguir, enquanto se reforma a própria LAM”, disse.
Impissa, que também é ministro da Administração Estatal e Função Pública, assegurou que o governo vai comprar aviões para as LAM.
“O sonho”, continuou, “de aquisição das aeronaves para as LAM vai acontecer; é, de facto, um dado adquirido”.
Desde o anúncio de novas medidas para a reestruturação das LAM, que incluiu a constituição da comissão de reestruturação, a companhia aérea deve, segundo Impissa, permitir não só regularizar a actual crise financeira, mas também normalizar o funcionamento da empresa e da aviação no país.
Na segunda quinzena de Fevereiro de 2025, o governo anunciou que três empresas nacionais deverão assegurar os 91 por cento das acções das LAM, estimadas em 130 milhões de dólares.
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) manifestaram interesse, por negociação particular, de adquirem a participação do Estado na LAM.
Com o valor, o governo pretende adquirir oito aviões e reestruturar a LAM.
A crise financeira na LAM está associada à corrupção praticada por funcionários seniores durante a aquisição dos serviços para a empresa, tendo registado dívidas para com os fornecedores, calculados em mais de 230 milhões de dólares.
(AIM)
Ac/sg
