Cidade de Maputo reforça transformação urbana com mais 50 milhões USD
Maputo, 18 Set (AIM) – O Banco Mundial vai reforçar em 50 milhões de dólares o financiamento do Projecto de Transformação Urbana de Maputo (PTUM), elevando o investimento total para 150 milhões de dólares, com execução prolongada até 2028.
O objetivo é melhorar bairros vulneráveis, gerir resíduos sólidos e reduzir o risco de cheias.
O anúncio foi feito hoje (18), em Maputo, pelo coordenador do PTUM, Víctor Mabeia, durante um workshop sobre o futuro aterro sanitário da KaTembe.
Segundo explicou, a revisão orçamental decorre da identificação de novas necessidades ao longo da implementação. “Durante a implementação, identificámos novas necessidades, o que motivou a extensão do prazo em mais de dois anos, e o reforço do investimento permitirá consolidar todas as componentes, garantindo sustentabilidade ambiental e social”, afirmou Mabeia.
O PTUM, lançado em 2021, está estruturado em cinco componentes. A primeira inclui a requalificação integrada de cerca de 20 bairros informais, assegurando água potável, saneamento básico, mobilidade e melhores infraestruturas. A segunda contempla a revitalização da baixa de Maputo, com obras de drenagem e inclusão socioeconómica. A terceira centra-se na construção do aterro sanitário da KaTembe, numa área de 80 hectares, para gestão de resíduos sólidos com segurança ambiental.
As duas últimas componentes referem-se à capacitação institucional do Conselho Municipal e à resposta a emergências, já acionada durante as chuvas intensas de 2022-2023.
Para o assessor de resíduos sólidos, Háfido Abacassamo, a participação comunitária é central. “Estão disponíveis a linha verde do Conselho Municipal, um canal dedicado ao PTUM, WhatsApp, a plataforma MDR e o website institucional”, sublinhou.
A especialista de Salvaguardas do PTUM, Dilária Marenjo, destacou que o aterro da KaTembe implicará o reassentamento de cerca de 300 famílias, garantindo compensações justas e acompanhamento social. “Antes de iniciar a construção do aterro, será emitida a licença ambiental pelo órgão regulador, garantindo que todos os procedimentos de avaliação de impacto ambiental foram cumpridos”, assegurou.
Marenjo apelou ainda ao rigor na cobertura jornalística. “É essencial que a reportagem seja feita com rigor técnico para evitar rumores de informação, que podem causar impactos sociais negativos e dificultar a implementação do projecto”, alertou.
O Governo municipal garante que todas as fases do projecto terão consultas públicas e auditorias de conformidade, com o objetivo de assegurar transparência, sustentabilidade e inclusão social.
(AIM)
NL/PC
