Maputo, 10 Jan (AIM) – O Conselho Municipal de Maputo (CMM) garante que estão ultrapassados os constrangimentos que condicionavam o normal funcionamento da Lixeira de Hulene, situação que esteve na origem do acúmulo de resíduos sólidos verificado, nos últimos dias, em diversos bairros da cidade de Maputo, capital moçambicana.
A edilidade assegura que a situação actual, caracterizada por acúmulo de lixo nas ruas poderá estar controlada num prazo de 15 dias.
A garantia foi dada este sábado (10), durante uma visita técnica àquela infra-estrutura, promovida pela edilidade e envolvendo órgãos de comunicação social, com vista a permitir o esclarecimento, no terreno, das causas do problema e das medidas adoptadas para a sua superação.
Em declarações à imprensa, o vereador de Infra-estruturas e Salubridade no Município de Maputo, João Munguambe, explicou que as dificuldades resultaram essencialmente de limitações no acesso viário interno à lixeira, facto que condicionava a circulação normal das viaturas de recolha de resíduos sólidos.
“Não adiantava continuar a fazer a recolha na cidade se não existiam condições para a entrada dos camiões na lixeira. O acesso fazia-se com muita dificuldade e isso acabou por provocar o acúmulo de lixo na via pública”, afirmou.
Segundo o responsável, a cidade de Maputo produz, em média, cerca de 1.100 toneladas de resíduos sólidos por dia. Durante o período em que se registaram os constrangimentos, apenas cerca de 600 toneladas conseguiam ser depositadas na Lixeira de Hulene.
“As restantes ficavam acumuladas na via. Esta era a principal dificuldade, porque não adianta recolher se não houver capacidade para depositar”, esclareceu o vereador.
Com a reabertura total da via de acesso à lixeira, há cerca de cinco dias, o Conselho Municipal procedeu ao reforço dos meios operacionais, nomeadamente através do aumento do número de viaturas e da mobilização de equipamento pesado.
“Neste momento, mobilizámos cerca de 15 camiões adicionais para acelerar a remoção dos resíduos acumulados e apoiar os camiões que, em condições normais, recolhem cerca de 1.200 toneladas por dia. Para limpar a cidade, é necessário recolher mais do que aquilo que diariamente se produz”, disse.
Munguambe garantiu, igualmente, que o problema operacional da lixeira foi ultrapassado com a introdução de maquinaria adequada.
“Este problema encontra-se, neste momento, ultrapassado. Dispomos já de uma ‘bulldozer’, embora alugada, que voltou a abrir os campos de depósito, bem como de escavadoras giratórias que estão a proceder à limpeza das vias internas”, afirmou.
Relativamente à solução definitiva para a gestão de resíduos sólidos na cidade, o vereador informou que o concurso para a construção do Aterro Sanitário da Catembe encerra no próximo dia 26 de Janeiro, prevendo-se que a infra-estrutura entre em funcionamento até 2028, ano em que deverá igualmente estar concluído o processo de encerramento da Lixeira de Hulene.
(AIM)
NL/pc
