Chefe da bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) na Assembleia da República (AR), Fernando Bismarque
Maputo, 22 Out (AIM) – O Movimento Democrático de Moçambique (MDM), o terceiro partido da oposição no país, pede maior rigor e honestidade das partes envolvidas no Diálogo Nacional Inclusivo, um processo que visa contribuir para uma maior estabilidade política e acelerar o desenvolvimento económico do país.
O apelo é do chefe da bancada do MDM na Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, Fernando Bismarque, proferido hoje em Maputo, durante a cerimónia de abertura da 2ª sessão ordinária da AR, na 10ª legislatura.
Bismarque manifestou a sua satisfação com Diálogo que, pela primeira vez na história, passa a ser constituído por todos os sete partidos com assento na AR, nas assembleias, provinciais e municipais, bem como organizações da sociedade civil, personalidades, facto que revela inclusão.
“Por isso, seremos todos responsáveis pelos resultados do Diálogo Nacional que pela primeira vez conta com a participação do MDM e de mais partidos políticos e a sociedade civil”, disse.
O Diálogo, segundo Bismarque, deve ser encarado como a última oportunidade que o país tem para reconstruir a confiança perdida, com reformas profundas na Constituição, ao sistema de governação, legislação eleitoral, governação descentralizada e política fiscal.
O Diálogo Nacional Inclusivo deve, igualmente, ser visto como um fundador das bases para a construção de uma verdadeira unidade nacional que propicie a felicidade aos moçambicanos.
O compromisso político para um Diálogo Nacional Inclusivo assumido por sete partidos, de acordo com Bismarque, não deve ser mais uma manobra política.
Por isso, o chefe da bancada do MDM na AR defende ser indispensável que as lideranças políticas assumam as suas responsabilidades, facto que vai permitir que da auscultação pública lançada em Setembro último, saiam soluções que ajudem o país a reconstruir a confiança do povo nas instituições.
Bismarque referiu a necessidade de renovar o compromisso com os jovens moçambicanos que reconhecem ser a força motriz e propulsora das mudanças que se impõem e do desenvolvimento do país.
“Um país que exclui e não investe na juventude está condenado ao fracasso”, disse, acrescentando que “fazer coisas diferentes para obter resultados diferentes deveria assentar na promoção de políticas de habitação, emprego, mais educação”.
A 2ª sessão ordinária deverá terminar a 18 de Dezembro próximo.
(AIM)
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