Vitimas de inundações na província de Maputo
Maputo, 14 Jan (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, expressou a sua solidariedade às populações afectadas pelas fortes chuvas que têm provocado cheias, inundações e perdas humanas em várias regiões de Moçambique.
“Endereçamos a nossa solidariedade com as populações que estão neste momento a sofrer, vítimas de cheias e inundações desta época chuvosa”, afirmou o Presidente, lembrando que Janeiro, Fevereiro e Março são meses tradicionalmente chuvosos em Moçambique.
O Chefe do Estado falava esta quarta-feira (14) em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, durante o balanço da sua participação na Cimeira sobre Sustentabilidade, um evento de alto nível dedicado à avaliação dos progressos globais no domínio do desenvolvimento sustentável, no qual participou a convite do Presidente daquele país, Sheikh Mohammed bin Zayed Al Nahyan.
O Presidente da República garantiu que o Governo moçambicano está a envidar esforços para assistir as populações afectadas, com o envolvimento das instituições do Estado, parceiros de cooperação e organizações humanitárias.
“Estamos a mobilizar recursos humanos, materiais e financeiros para prestar assistência imediata, garantir abrigo, alimentação, água potável e cuidados de saúde às comunidades atingidas. A salvaguarda da vida humana é a nossa prioridade absoluta”, sublinhou.
Chapo expressou pesar pelas vidas perdidas e pelas famílias afectadas pelas calamidades. “Acabamos, portanto, sofrendo com a perda de vidas. Queríamos aproveitar esta ocasião para endereçar as nossas mais sentidas condolências às famílias lutadas, resultado destas calamidades.”
O Chefe de Estado destacou também os danos materiais significativos causados pelas chuvas, principalmente nas infra-estruturas económicas e sociais, como estradas, pontes e aquedutos. “Estamos a perder um pouco por todo o país infra-estruturas económicas e sociais, principalmente as vias de acesso, como é do conhecimento de todos.”
Segundo Chapo, mesmo com os esforços do Governo para recuperar essas infra-estruturas, a força das chuvas continua a destruí-las, incluindo casas, escolas e centros de saúde. “Os piores inimigos das estradas são a água e o peso, e a água acaba, sem mais dúvidas, destruindo as nossas estradas, os nossos pontes, os nossos aquedutos e, sobretudo, as casas das nossas populações, as escolas, os centros de saúde.”
Chapo aproveitou a sua intervenção para reflectir sobre os desafios estruturais que o país enfrenta devido às mudanças climáticas, defendendo uma mudança de paradigma na reconstrução pós-cheias.
“Não faz sentido continuarmos a reconstruir, ano após ano, as mesmas infra-estruturas que são sistematicamente destruídas pelas chuvas e inundações. Precisamos de investir em soluções duradouras e sustentáveis”, afirmou.
Concluindo, Daniel Chapo apontou a vulnerabilidade do país às mudanças climáticas como um dos maiores desafios nacionais. “Este é um dos maiores desafios que o país tem.”
(AIM)
NL/ sg
