Maputo, 18 de Janeiro (AIM) – O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) lidera acções de resgate em Chókwé e Guijá, numa das mais complexas operações de salvamento dos últimos tempos, face à subida repentina das águas que inundaram vastas zonas da província de Gaza, no sul de Moçambique.
Nas últimas 24 horas, mais de 110 pessoas foram retiradas com vida de áreas completamente isoladas, num cenário marcado por desespero, perdas materiais e risco iminente de morte.
As operações de resgate decorreram neste domingo, envolvendo uma equipa multissectorial coordenada pelo INGD, com recurso a meios aéreos e embarcações.
O nível elevado das águas dificultou o acesso às comunidades, obrigando os socorristas a recorrer a helicópteros para alcançar vítimas que se encontravam presas em árvores ou em pequenos pontos elevados, rodeados pela corrente de água.
Entre os resgatados contam-se idosos, jovens, crianças e uma mulher grávida em estado avançado de gestação. Esta última apresentava sinais evidentes de debilidade física e encontrava-se prestes a entrar em trabalho de parto, numa situação considerada crítica.
Segundo explicou o director regional do INGD, Cândido Mapute, a mulher foi prontamente evacuada para o hospital do distrito de Chongoene, onde recebe assistência médica especializada.
O drama vivido pelas populações de Chókwé e Guijá expõe a vulnerabilidade das comunidades ribeirinhas face aos fenómenos climáticos extremos. Muitas famílias perderam as suas casas, bens e meios de subsistência, ficando dependentes da ajuda humanitária e da rápida intervenção das autoridades.
No âmbito das operações em curso, o INGD mantém mobilizados quatro helicópteros e 14 embarcações, em permanente prontidão, para reforçar as acções de busca e salvamento nos distritos de Chókwé, Chibuto e Guijá.
As autoridades apelam à população para que siga as orientações de segurança e abandone as zonas de risco, enquanto se mantém o alerta vermelho.
(AIM)
