Secretário de Estado na cidade de Maputo, Vicente Joaquim, visita campos agrícolas afectados pelas cheias e inundações no distrito Municipal Ka Mubukwana
Maputo, 05 Fev (AIM) – As recentes inundações, na cidade de Maputo, afectaram mais de sete mil agricultores e comprometeram cerca de 1.300 hectares de produção agrícola, incluindo a subsistência de milhares de famílias e colocando em risco sectores complementares, como a piscicultura, a produção avícola e a suinicultura.
“Estão afectados neste momento cerca de 7.000 agricultores ao nível da nossa cidade, congregados em cerca de 36 associações”, afirmou hoje (05), na capital moçambicana, o Secretário de Estado na cidade de Maputo, Vicente Joaquim, durante a vista que fez aos campos afectados no distrito Municipal Ka Mubukwana.
“Nós perdemos cerca de 1.300 hectares de produção e metade desta área já tinha sido feita a sementeira; praticamente os agricultores perderam tudo”, revelou o governante, destacando a magnitude dos prejuízos.
O Executivo, numa primeira fase, concentrou-se na assistência humanitária às famílias afectadas, prestando apoio alimentar e outros auxílios emergenciais. Agora, os esforços estão voltados para a recuperação dos sectores produtivos mais prejudicados, sobretudo a agricultura.
Para a recuperação dos campos agrícolas, o Secretário de Estado defendeu intervenções estruturais ao longo dos principais cursos de água da cidade, destacando o Vale do Infulene e o Rio Mulauze.
“Há necessidade de equipamentos para o desassoreamento dos leitos do rio Mulauzi e da construção de infra-estruturas adequadas para o escoamento das águas”, sublinhou.
O Governo está também a finalizar o plano de reconstrução pós-inundações, prevendo cerca de 94 milhões de meticais para apoio directo às famílias afectadas, sobretudo nos sectores da agricultura e da pecuária. Este valor, segundo a fonte, contempla assistência em sementes, insumos e outros meios de produção, sem incluir ainda grandes infra-estruturas
Entre as associações afectadas destacam-se a Associação Agro-Pecuária Marcelina Chissano de Zimpeto, criada em 2008, que opera numa área de 9,2 hectares e integra 105 produtores. Associação perdeu cerca de 4,3 hectares, comprometendo a previsão de produção de cerca de 2.700 toneladas de hortícolas diversas em 2026.
Os agricultores pedem a elevação da cota da vala e a extensão até ao rio Mulauze para permitir que as águas não atinjam e destruam as culturas. Pedem ainda as autoridades para conversarem com os responsáveis de algumas empresas localizadas na Estrada Nacional Número 1 (N1) para que criem condutas para melhor encaminhar as águas descarregadas pelos seus edifícios.
As acções em curso, segundo Joaquim, visam preparar a cidade para a próxima época chuvosa, com o objectivo de reduzir o risco de repetição dos prejuízos registados entre 2025 e 2026.
(AIM)
SNN /sg
