Presidente da República, Daniel Chapo. Foto de Carlos Júnior
Maputo, 28 Fev (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, inaugurou este sábado a escola secundária da Nhamatanda, a maior de Moçambique, no município de Nhamatanda, província central de Sofala.
Orçada em cerca de 3,7 milhões de dólares, valor proveniente da Fundação Tzu Chi, a inaugurada escola secundária de Nhamatanda anexou 36 novas salas de aulas na antiga escola secundária com mesmo nome, que tinha 30 salas, reconstruídas pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
A reconstrução da infra-estrutura surgiu no âmbito da reabilitação pós ciclone Idai que, em Março de 2019, destruiu centenas de infra-estruturas públicas, privadas, e fez mais de 500 mortes.
A escola passa a comportar um complexo moderno com 66 salas de aulas, laboratório, biblioteca, sala de informática, bloco administrativo e campo de futebol, ultrapassando a segunda escola secundária de Mafambisse, que passa a ser a segunda maior do país, com 58 salas de aulas.
Discursando durante a cerimónia, que teve lugar sábado (28) no município de Nhamatanda, Chapo disse que a inauguração não é apenas cimento e tijolo mas sim capacidade, conhecimento e uma ascensão dos moçambicanos resilientes.
“Inauguramos o futuro do povo moçambicano”, afirmou Chapo, sublinhando que a infra-estrutura é um marco na história de Nhamatanda, por se traduzir numa semente plantada para as próximas décadas e gerações, e por se tratar de uma escola que faz a ponte entre o passado de luta e um futuro de prosperidade.
“Se hoje olharmos para trás, veremos quatro salas [que existiam em 1995]. Se olharmos para frente, veremos um distrito mais qualificado, uma província mais forte e um país mais competitivo”, disse.
O Chefe do Estado acredita que investir na educação é estratégia e uma opção política do Estado em preparar o futuro, e, explicou de seguida que a Independência Económica do país começa na escola, afirmando que não haverá industrialização robusta sem ensino secundário forte.
“Não haverá economia digital sem ciência nas salas de aula; não haverá soberania plena sem construirmos e continuarmos a construir este futuro; não haverá plena soberania, se continuarmos a importar conhecimento que deveríamos produzir”, sublinhou.
Chapo disse que com a inauguração, o governo a redefinir o papel da educação no projecto nacional, em que a escola deixa de ser apenas espaço de instrução, para ser plataforma de competitividade, âncora da produtividade e alicerce da Independência Económica.
Por seu turno, o presidente da Fundação Tzu Chi em Moçambique, Dino Foi, espera que as escolas formem novas lideranças para que não sejam apenas as maiores do país em número de salas, mas sim em qualidade de ensino, disciplina ética, cultura de mérito e em espírito comunitário.
“Valerá a pena porque preservaremos estas infra-estruturas; valerá a pena porque teremos um corpo docente e técnico-administrativo à altura da missão; valerá a pena porque alunos, pais e encarregados de educação abraçarão estas escolas como um bem comum, não apenas do governo, mas da Nação”, vincou.
Sofala passa a liderar, igualmente na maior Escola Primária do país, do Esturro, com 46 salas de aulas.
(AIM)
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