Maputo, 22 Set (AIM) – O Governo da Província de Maputo e a organização Save the Children lançaram hoje (22), na Escola Básica de Coanine, distrito da Manhiça, sul de Moçambique, o programa “Nutrir para Aprender” que deverá beneficiar cerca de 170 mil crianças de 245 escolas, através de aproximadamente 75 milhões de refeições escolares ao longo de seis anos.
A iniciativa, financiada pelo Programa Internacional McGovern-Dole do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América (USDA), será implementada pela Save the Children nos distritos de Magude, Manhiça, Moamba e Matutuine, visando contribuir para a melhoria da nutrição, aprendizagem e bem-estar das crianças.
Na ocasião, o governador da província de Maputo, Manuel Tule, destacou a importância da alimentação escolar para garantir melhores condições de aprendizagem e combater os efeitos da insegurança alimentar, defendendo uma intervenção integrada entre educação, nutrição e protecção social.
“A alimentação escolar constitui uma importante estratégia para reduzir os efeitos da insegurança alimentar e da desnutrição das crianças, além de contribuir para a melhoria do estado nutricional dos alunos”, afirmou Tule.
Por sua vez, a directora-geral da Save the Children, Hilária Manusa, explicou que o programa pretende ir além da simples oferta de refeições, criando condições para que as crianças aprendam melhor, permaneçam na escola e cresçam de forma saudável.
“Quando uma criança recebe uma refeição nutritiva na escola, ganha muito mais do que alimento. Ganha uma oportunidade de aprender melhor, de permanecer na escola, de crescer mais saudável”, disse Manusa.
A responsável agradeceu ao Governo dos Estados Unidos da América, através do USDA, pelo financiamento da iniciativa e destacou a necessidade de garantir a sustentabilidade do programa para além do período de financiamento.
Manusa apelou ao envolvimento das autoridades, professores, comunidades e parceiros locais, considerando o seu compromisso determinante para assegurar a continuidade dos benefícios do programa.
O programa prevê ainda o reforço da aquisição de produtos locais, incluindo verduras, com vista a melhorar a qualidade da alimentação escolar e, simultaneamente, estimular a produção das comunidades abrangidas.
A iniciativa enquadra-se nos esforços do Governo e dos parceiros para melhorar as condições de aprendizagem e promover o desenvolvimento integral das crianças.
(AIM)
Laura Tembe/mz
