Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, (direita) quebra jejum com reclusos muçulmanos no Estabelecimento Penitenciário Preventivo de Maputo
Maputo, 28 Fev (AIM) – A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, quebrou o jejum com 189 reclusos muçulmanos no Estabelecimento Penitenciário Preventivo de Maputo, vulgarmente conhecido por Cadeia Civil, numa iniciativa de carácter social e educativo.
A quebra do jejum diário (iftar) teve lugar na tarde de sexta-feira (27), reunindo os reclusos que professam a religião islâmica naquele estabelecimento penitenciário.
O período de jejum iniciou a 17 de Fevereiro e deverá prolongar-se até à noite de 18 de Março próximo.
Durante uma breve interacção, particularmente com as reclusas, Talapa apelou ao cumprimento das orientações do estabelecimento e das penas em curso, encorajando uma mudança de comportamento.
“Quando saírem daqui não devem repetir aquilo que vocês fizeram”, afirmou, acrescentando que, ao regressarem à vida em sociedade, devem afastar-se de qualquer prática criminosa.
A dirigente exortou ainda as reclusas a procurarem uma nova postura de vida, sublinhando o papel que muitas desempenham nas suas famílias e comunidades.
Talapa considerou igualmente que as reclusas aparentam beneficiar de um tratamento adequado, observando que se apresentam saudáveis.
Aproveitando o contexto do Ramadão, incentivou os reclusos a utilizarem este período para reflexão espiritual e pedido de perdão a Alá, com vista à sua reintegração social e familiar.
“Nós viemos hoje só para estar convosco, para vocês não pensarem que estão sozinhos; viemos dizer que representamos todos os moçambicanos e que vocês fazem parte deste povo”, declarou.
Por seu turno, o representante dos reclusos, Zainadine Cassamo, enalteceu o gesto, considerando-o significativo no contexto da vida prisional.
Participaram igualmente no acto deputados da Assembleia da República que professam a religião muçulmana.
(AIM)
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