Foto de Ferhat Momad
Maputo, 27 Mar (AIM) – O Centro de Documentação e Formação Fotográfica (CDFF) preserva, há 42 anos, a memória visual de Moçambique, através da formação de profissionais e da recolha e conservação de imagens que documentam a evolução política, social, económica e cultural do país.
Falando esta sexta-feira (27), em Maputo, durante a cerimónia comemorativa, a directora do Gabinete de Informação (GABINFO), Emília Moiane, destacou o papel da instituição na preservação do património fotográfico nacional.
Segundo Moiane, o evento, que decorreu sob o lema “42 Anos Revelando Talentos e Eternizando a Identidade Moçambicana”, sintetiza a missão do centro de formar profissionais e conservar a memória visual do país.
“É com muita honra e profundo reconhecimento que nos reunimos hoje nesta casa para celebrar o 42.º aniversário da criação do Centro de Documentação e Formação Fotográfica, uma instituição que, ao longo de mais de quatro décadas, se afirmou como pilar fundamental na preservação da memória visual do nosso país”, afirmou.
A responsável frisou que o CDFF foi criado numa fase em que predominava a fotografia analógica, tendo desempenhado um papel determinante na capacitação de técnicos provenientes de diversas instituições do Estado e de outros interessados.
“Desde a sua criação, numa fase em que predominava a fotografia analógica, o Centro de Documentação e Formação Fotográfica desempenhou um papel determinante na capacitação de técnicos provenientes de diversas instituições do Estado e de outros interessados”, disse.
Com o tempo, acrescentou, a instituição ultrapassou o seu âmbito inicial, afirmando-se como um importante pólo regional de formação, acolhendo formandos oriundos dos países africanos de língua oficial portuguesa.
“Com notável visão estratégica, a instituição rapidamente ultrapassou o seu âmbito inicial, afirmando-se como um importante pólo regional de formação, acolhendo formandos oriundos dos países africanos de língua oficial portuguesa”, referiu.
Ao longo dos anos, o centro diversificou a sua oferta formativa, introduzindo cursos de especialização em áreas como fotojornalismo, fotografia arquitectónica e still life, destinados não apenas a profissionais da comunicação social, mas também a técnicos de diferentes sectores.
Moiane salientou que o trabalho desenvolvido pelos profissionais da instituição permitiu constituir um acervo fotográfico de grande valor histórico.
“Este trabalho contínuo, fino e silencioso resultou na constituição de um acervo de inestimável valor histórico”, afirmou.
No âmbito das comemorações, foi inaugurada uma exposição fotográfica que retrata diferentes momentos da história do país, convidando o público a revisitar o percurso colectivo nacional.
“Esta exposição recorda-nos a responsabilidade colectiva de preservar, valorizar e investir neste património como parte integrante do desenvolvimento cultural e institucional do nosso país”, disse.
A responsável reconheceu, contudo, que a instituição ainda enfrenta desafios, sublinhando o compromisso do Governo em continuar a apoiar o seu desenvolvimento.
“Preservar a memória visual de uma nação é preservar a sua identidade. Por isso, o Governo continuará a apoiar iniciativas do CDFF que contribuam para o seu fortalecimento e para a preservação da nossa história”, afirmou.
A dirigente reiterou ainda os parabéns a todos os profissionais e antigos colaboradores da instituição pelo contributo prestado ao longo das últimas décadas.
“Reitero ao Centro de Documentação e Formação Fotográfica os nossos mais sinceros parabéns pelos 42 anos de existência e pelo inestimável contributo na preservação da memória e identidade do nosso país”, concluiu.
(AIM)
NL/sg
