Presidente da República, Daniel Chapo (a direita), inaugura um autocarro de transporte de passageiros na cidade de Nampula .
Nampula, 06 Abr (AIM) – A imprevisibilidade do fim da guerra no Irão poderá obrigar o Governo moçambicano a adoptar medidas adicionais, no início de Maio, com vista a garantir a estabilidade do abastecimento e proteger o consumo interno, caso se registe um agravamento dos preços dos combustíveis.
O alerta foi lançado esta segunda-feira pelo Presidente da República, Daniel Chapo, na cidade de Nampula, durante a cerimónia de entrega de 100 autocarros de transporte público a 15 autarquias das regiões Norte e Centro do país.
Segundo o Chefe de Estado, a iniciativa de reforço do transporte público já constitui uma medida preventiva para mitigar os impactos de uma eventual subida dos preços dos combustíveis na mobilidade urbana.
“Estamos à espera que a guerra termine o mais rápido possível para que se estabilize o preço dos combustíveis. Mas, se não terminar, haverá um momento em que começará a entrar combustível com novos preços, e isso poderá levar-nos a tomar medidas, tal como aconteceu no tempo da covid-19”, afirmou.
Chapo recordou que, durante a pandemia, o país adoptou várias medidas que permitiram minimizar os impactos económicos.
“Quando chegar esse momento, vamos tomar medidas. Uma delas é esta que estamos a antecipar com a introdução destes autocarros. Sendo transporte público, mesmo que o preço aumente, o Estado terá de subsidiar para que o povo continue a pagar o mesmo”, assegurou.
O Presidente explicou que Moçambique ainda dispõe de reservas de combustível adquiridas antes do início do conflito, o que permite manter os preços estáveis até finais de Abril ou princípios de Maio.
“Temos combustível nos depósitos de Maputo, Beira e Nacala, adquirido antes da guerra. Além disso, havia navios já a caminho do país com combustível comprado a preços anteriores”, disse.
Por outro lado, o estadista condenou a circulação de informações falsas sobre uma alegada escassez de combustíveis.
“Há pessoas que agitam o nosso povo, dizendo que amanhã já não haverá combustível, criando enchentes nas bombas. Isso é desinformação. A informação verdadeira é a que o Governo transmite regularmente”, sublinhou.
O Presidente da República regressou à cidade de Maputo ao fim da tarde desta segunda-feira.
(AIM)
RI/ sg
