Chefe-adjunto da brigada central do partido Frelimo de apoio e assistência política à província de Manica, Pedro Guiliche. Foto arquivo
Maputo, 10 Abr (AIM) – A Frelimo, partido no poder em Moçambique, recomenda o uso de Gás Natural Veicular (GNV) como alternativa para o sector dos transportes, face à crescente pressão sobre combustíveis líquidos e à eminente subida de preços.
A proposta foi avançada pelo porta-voz do partido, Pedro Guiliche, durante um briefing à imprensa realizado hoje na cidade da Matola, à margem do segundo dia da V sessão ordinária do Comité Central (CC).
Segundo Guiliche, o país enfrenta um cenário de dificuldades no acesso a combustíveis como gasolina e gasóleo, o que impõe a adopção de soluções alternativas de energia.
“Porque estamos numa situação de crise de acesso a este recurso, é preciso ver formas alternativas de energia, como é o caso do recurso ao gás”, afirmou, acrescentando que também podem ser consideradas “viaturas que funcionam à base da acumulação de energia, que são viaturas eléctricas”.
O porta-voz indicou ainda que os preços dos combustíveis poderão subir nos próximos dias, devido à intensificação do conflito no Médio Oriente, envolvendo Irão e Israel, com apoio dos Estados Unidos.
Guiliche reconheceu que o país está a ser confrontado com limitações no abastecimento, defendendo a necessidade de adoptar novas abordagens para responder ao cenário actual.
“Uma situação de crise implica fazer diferente para obter resultados diferentes”, disse.
No sector dos transportes públicos, apontou como medida imediata a instalação de sistemas de tanques de GNV em autocarros, como forma de mitigar os efeitos da escassez e do aumento de preços.
A médio prazo, defendeu o reforço da capacidade nacional de armazenamento de combustíveis, com vista a aumentar as reservas estratégicas.
“Isso vai permitir que, independentemente da situação do conflito prevalecer ou não, tenhamos maior capacidade de reservas”, afirmou.
Acrescentou que diversas propostas estão a ser analisadas pelo participantes do Comité Central, cujas conclusões serão divulgadas oportunamente.
A V sessão ordinária do CC encerra no próximo domingo (12) e conta com a participação de cerca de 240 membros, sendo o órgão mais elevado do partido no intervalo dos Congressos.
(AIM)
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