Nampula, (Moçambique) 01 Mai (AIM) – A Organização dos Trabalhadores de Moçambique (OTM-Central Sindical) a nível da província de Nampula, zona norte, denunciou hoje a existência de 620 empresas que não estão a canalizar as contribuições dos seus trabalhadores ao Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), colocando em risco o acesso às pensões.
A denúncia foi tornada pública no final do desfile alusivo ao Primeiro de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, pelo secretário provincial da OTM-Central Sindical, Mário Mujala, na cidade de Nampula.
“Preocupa-nos ainda que 266.105 mil trabalhadores registados no INSS enquadrados em 21.231 empresas, destas, um total de 620 são devedoras no sistema de segurança social obrigatório que o pode impactar negativamente na pensão destes após desligamento”, explicou.
Segundo o dirigente sindical, a situação representa uma ameaça directa à protecção social dos trabalhadores, podendo comprometer os seus direitos futuros.
Entretanto, Mujala referiu que se regista uma redução dos conflitos laborais, que passaram de 168 casos em 2025 para números mais baixos no presente ano, embora sem avançar dados concretos actualizados.
Por outro lado, o responsável destacou que as manifestações pós-eleitorais desencadearam uma crise laboral sem precedentes, resultando na perda de entre nove mil a 15 mil postos de trabalho, devido ao encerramento de mais de 500 empresas.
“Apelamos igualmente que se continue a criar e materializar políticas que incentivem projectos de desenvolvimento económico e social o que permitirá o aumento do PIB e empregabilidade, produção e produtividade para a redução do desemprego e o equilíbrio social que o país precisa”, salientou.
Na ocasião, Mário Mujala felicitou o Governo pela criação do Fundo de Desenvolvimento Local (FDEL), considerando tratar-se de uma iniciativa com potencial para impulsionar a geração de emprego no país.
(AIM)
Rosa Inguane/PC
