Foto família das celebrações do Dia de África na cidade da Matola, província de Maputo
Matola (Moçambique), 25 Mai (AIM) – Moçambique defendeu hoje, na cidade da Matola, a necessidade de reforçar a unidade africana e acelerar o acesso sustentável à água potável e ao saneamento seguro, considerando estes serviços essenciais para a saúde, dignidade humana e desenvolvimento do continente.
A posição foi expressa durante as celebrações do Dia de África, assinalado sob o lema da União Africana: “Garantir a Disponibilidade Sustentável de Água e Sistemas de Saneamento Seguros para Alcançar os Objectivos da Agenda 2063”.
Na cerimónia, que reuniu membros do governo, diplomatas africanos e convidados, foi destacado que o Dia de África representa um momento de memória histórica, renovação do espírito pan-africanista e reafirmação do compromisso com uma África mais integrada, pacífica e próspera.
“Celebramos a nossa história, a nossa identidade, a nossa resistência e a nossa esperança. Celebramos o continente que nos une, que nos inspira e que continua a recordar-nos que, quando África caminha junta, nenhum desafio é maior do que a nossa determinação”, Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Maria Manuela Lucas.
A governante destacou que o acesso à água e ao saneamento constitui um dos principais desafios estruturais do continente africano, numa altura em que as mudanças climáticas agravam a pressão sobre recursos hídricos e infra-estruturas básicas.
“Porque falar de água é falar de vida. Falar de saneamento é falar de dignidade. Falar de acesso seguro à água é falar de saúde, de igualdade e de desenvolvimento”, disse Maria Lucas.
Moçambique reiterou igualmente o compromisso de expandir o acesso à água potável e aos serviços de saneamento, sobretudo nas zonas rurais e comunidades vulneráveis, alinhando estas prioridades com a União Africana e os objectivos da Agenda 2063.
Referiu que o país reconhece o valor estratégico da água para a produção, energia, saúde pública e cooperação regional, mas alerta igualmente para os riscos associados à escassez, contaminação e má gestão dos recursos hídricos.
As celebrações serviram ainda para destacar os desafios que o continente enfrenta, incluindo mudanças climáticas, insegurança alimentar, conflitos armados, terrorismo, pobreza e desigualdades sociais.
África continua a afirmar-se como um continente de oportunidades, graças à juventude, recursos naturais, criatividade e capacidade de resiliência dos seus povos.
“A grande tarefa da nossa geração é transformar essa força em progresso. Transformar os nossos recursos em oportunidades. Transformar a nossa unidade em resultados”, referiu a ministra no seu discurso.
O apelou ainda ao reforço do pan-africanismo através de políticas comuns, cooperação regional e defesa conjunta dos interesses africanos.
“África será mais forte quando falar com uma só voz. Será mais respeitada quando agir com mais unidade. Será mais próspera quando transformar a solidariedade em acção concreta”, sublinhou.
(AIM)
sg
