Maputo, 05 de Set (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou hoje, em Quelimane, província da Zambézia, zona centro, a construção de um conjunto de infra-estruturas estruturantes, com destaque para a nova ponte sobre o rio Licungo, a futura sede da Assembleia da República em Mocuba e um terminal de combustíveis na capital provincial.
Os projectos deverão avançar brevemente e fazem parte da estratégia do Governo de descentralizar infra-estruturas de importância nacional, melhorar as ligações rodoviárias e reduzir os custos de transporte e de bens essenciais, segundo anunciou o Chefe do Estado à sua chegada à província.
Chapo falava no início de uma visita de trabalho à Zambézia, com agenda nas cidades de Mocuba e Quelimane e no distrito de Nicoadala, onde o Governo pretende igualmente lançar e implementar programas destinados à criação de emprego e ao apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas.
Um dos projectos de maior impacto anunciados pelo Presidente da República é a construção de uma nova ponte sobre o rio Licungo, que deverá melhorar a ligação entre Quelimane e Mocuba e reduzir o risco de interrupções da circulação durante a época chuvosa.
Segundo Chapo, a nova ponte será construída com financiamento do Millennium Challenge Account, disponibilizado pelos Estados Unidos da América, e será acompanhada pela melhoria da estrada de ligação entre Quelimane e Mocuba.
O Chefe do Estado recordou que as cheias provocadas pelas chuvas têm, em determinadas ocasiões, condicionado a circulação naquela zona, chegando a criar uma situação em que o país esteve próximo de ficar dividido em termos de ligação terrestre.
“Vamos construir uma nova ponte com financiamento do Millennium Challenge Account”, anunciou, acrescentando que a infra-estrutura permitirá estabelecer uma ligação mais rápida entre Quelimane e Mocuba.
No quadro da política de descentralização defendida pelo Governo, o Presidente anunciou igualmente o lançamento, em breve, da primeira pedra para a construção da futura sede da Assembleia da República em Mocuba.
Chapo explicou que a decisão está inserida numa estratégia de criação de “capitais temáticas” e de desconcentração de instituições e actividades que actualmente se encontram concentradas em Maputo.
“Nem tudo deve estar em Maputo”, afirmou o Presidente, defendendo a necessidade de distribuir pelo território nacional instituições e projectos de relevância estratégica.
Segundo o Chefe do Estado, a localização da sede do Parlamento em Mocuba pretende colocar a instituição numa zona considerada de confluência de várias regiões do país.
Justificou ainda a escolha da Zambézia com o peso populacional da província e a sua representatividade política, observando que, em conjunto com Nampula, concentra uma parcela significativa dos deputados da Assembleia da República.
A futura infra-estrutura parlamentar, disse, deverá também contribuir para aproximar as instituições do Estado das populações e reforçar o processo de descentralização.
Outro projecto anunciado pelo Presidente é a construção de um terminal de combustíveis em Quelimane, iniciativa que, segundo Chapo, poderá contribuir para reduzir os custos actualmente suportados pelos consumidores na província.
O Chefe do Estado explicou que os combustíveis consumidos em Quelimane são actualmente transportados por via terrestre, depois de chegarem aos portos da Beira ou de Nacala, fazendo com que os custos de transporte sejam incorporados no preço final.
Com a instalação de um terminal de combustíveis em Quelimane, o Governo pretende permitir que o produto chegue directamente à cidade, reduzindo os custos logísticos.
“Brevemente vamos estar cá para fazer o lançamento da primeira pedra para a construção de um terminal de combustíveis”, anunciou.
Segundo Chapo, a infra-estrutura deverá beneficiar não apenas os consumidores da Zambézia, mas também zonas do Malawi, que poderão passar a ter acesso mais próximo ao combustível disponibilizado a partir de Quelimane.
Na mesma ocasião, o Presidente da República reafirmou o compromisso do Governo com a concretização do projecto do Porto de Macuze, na Zambézia.
Chapo disse que o Executivo continua a trabalhar para materializar o projecto, que considera parte importante da estratégia de desenvolvimento das infra-estruturas económicas da província.
A construção e expansão de infra-estruturas portuárias, rodoviárias e logísticas deverá, segundo a visão apresentada pelo Chefe do Estado, contribuir para melhorar a circulação de pessoas e mercadorias e criar novas oportunidades para o investimento e o desenvolvimento económico.
A visita presidencial à Zambézia inclui também uma forte componente económica e social, com o lançamento e implementação de programas destinados à juventude.
Em Mocuba, Chapo inaugurou um Centro de Negócios localizado na Zona Económica Especial de Mocuba e lançou o programa Jobs Now, orientado para a criação de emprego e apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas.
O programa prevê o financiamento de jovens para a criação e expansão de empresas, com o objectivo de gerar emprego, aumentar o rendimento das famílias e dinamizar a economia provincial e nacional.
Em Nicoadala, o Presidente deverá apresentar os beneficiários do programa Acredita Emprega, outra iniciativa destinada a apoiar a juventude através do acesso a oportunidades económicas.
Chapo considera o desemprego juvenil um dos principais desafios do país e defende que programas desta natureza constituem instrumentos para materializar compromissos assumidos durante a campanha eleitoral.
“Sabemos que um dos grandes desafios que nós temos é emprego para a juventude”, afirmou.
Além dos grandes projectos de infra-estruturas, o Presidente da República reiterou o compromisso do Governo de continuar a investir na expansão das redes de estradas, saúde, educação e energia eléctrica.
Entre as prioridades apontadas estão a construção e expansão de unidades sanitárias, escolas e hospitais, melhoria do acesso a medicamentos e livros escolares, bem como a expansão da energia eléctrica.
A visita à Zambézia surge, assim, como uma oportunidade para o Governo acelerar projectos considerados estratégicos para a província, combinando grandes obras de infra-estrutura com iniciativas de emprego, financiamento e desenvolvimento empresarial.
Daniel Chapo garantiu que o Governo continuará a trabalhar para desenvolver a Zambézia e o país, defendendo que a província, pela sua dimensão populacional e pelo seu potencial económico, merece uma aposta reforçada em infra-estruturas e oportunidades de desenvolvimento.
(AIM)
Paulino Checo
