Chimoio (Moçambique), 04 Out (AIM) – O secretário de Estado na província de Manica, centro de Moçambique, Lourenço Lindonde defendeu, hoje (04), que o diálogo, amor e perdão devem continuar a ser os pressupostos básicos para uma convivência harmoniosa e travar conflitos no seio das comunidades.
É através do amor e do espírito de perdão ao próximo que os moçambicanos podem ter uma paz efectiva e construir um país próspero, sem guerra e nem ódio.
Lindonde falava esta domingo na cidade de Chimoio na esteira das comemorações do dia 04 de outubro, data em que se assinala a passagem dos 34 anos da assinatura do Acordo Geral de Paz, em Roma, que terminou com a guerra civil entre as forças governamentais e a Resistência Nacional moçambicana (RENAMO).
O acordo foi rubricado na capital da Itália, Roma, em 1992, pelo então presidente da República, Joaquim Alberto Chissano, e o falecido líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, e que pôs termo a um conflito armado que durou 16 anos.
Hoje, Lourenço Lindonde recordou que a data é apenas um dia de festa. Porém, deverá ser comemorada e fazer dela, um momento de reflexão sobre os ganhos alcançados durante os 34 anos de paz e reconciliação entre os moçambicanos.
“O dia 04 de Outubro recorda-nos a assinatura, do Acordo Geral de Paz em 1992, acontecimento que abriu um novo capítulo na história de Moçambique e criou condições para que os moçambicanos pudessem substituir o confronto armado pelo diálogo, a desconfiança pela convivência e a destruição pela reconstrução nacional. Mais do que recordar a paz alcançada, somos chamados a renová-la, protegê-la e transmiti-la às novas gerações” disse Lourenço Lindonde.
Segundo Lindonde, o lema escolhido para esta celebração “A Religião como Promotora da Paz e Segurança, assume uma importância extraordinária para os moçambicanos.
“Quando falamos de paz, muitas vezes pensamos imediatamente na ausência de guerras ou de confrontos armados. Mas a paz é muito mais profunda. A paz começa dentro de nós. Começa na nossa família, quando aprendemos a dialogar com os nossos filhos, com os nossos esposos e esposas, com os nossos irmãos e irmãs”, sublinhou.
“A paz começa na escola, quando ensinamos às nossas crianças a respeitar aqueles que pensam de maneira diferente. Começa no
local de trabalho, quando resolvemos os nossos conflitos através do diálogo e não da hostilidade. Começa na comunidade, quando o vizinho deixa de olhar para o outro como adversário e passa a vê-lo como irmão. E começa também na nossa forma de fazer política no contexto multipartidário de Moçambique”.
Afirmou que a paz em Moçambique não é responsabilidade exclusiva do Governo. A paz é responsabilidade de todos nós.
“Cada cidadão é um construtor ou um destruidor da paz. Cada palavra que pronunciamos pode aproximar ou afastar irmãos da mesma pátria. Cada gesto que praticamos, pode construir confiança ou alimentar desconfiança. Cada conflito que resolvemos pacificamente é uma pequena vitória da paz” afirmou o Secretário de Estado, em Manica.
(AIM)
Redacção/mz
