Maputo, 09 Out (AIM) – O Governo moçambicano reitera que a Administração Pública deve priorizar, no seu quotidiano, o combate à corrupção, integridade e eficiência na gestão dos recursos públicos.
A orientação, segundo a Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, visa atingir os objectivos do executivo de melhorar, cada vez mais, a qualidade dos serviços prestados aos cidadãos.
“A vossa bandeira deve ser o combate sem tréguas à corrupção, por forma a tornar credível a actuação das nossas instituições, bem como dos servidores públicos perante o olhar atento do nosso povo”, afirmou Benvinda Levi, na cerimónia em que empossou hoje, em Maputo, novos quadros do Estado.
Trata-se de Faisal Kassam, indicado secretário permanente do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação; Horácio Massangaia, do Ministério dos Combatentes, e três assessores da Primeira-Ministra, responsáveis pelas áreas diplomática (Cristóvão Gemo), assuntos parlamentares a de governação (Joaquina Gumeta) e imprensa (Narciso Nhacila).
Na ocasião, Benvinda Levi destacou que os secretários permanentes devem assegurar uma gestão criteriosa dos recursos públicos, promover o mérito e a profissionalização dos funcionários do Estado e garantir que as instituições alcancem os resultados previstos.
Por sua vez, Faisal Kassam apontou a modernização, a digitalização e a eficiência das instituições como alguns dos desafios comuns da Administração Pública, além da necessidade de garantir recursos para o cumprimento das prioridades da política externa do país.
“Vamos tentar fazer com que a escassez de recursos não coloque em causa o alcance dos objectivos plasmados no Programa Quinquenal do Governo”, declarou o secretário permanente do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.
Já Horácio Massangaia comprometeu-se a combater a corrupção no Ministério dos Combatentes e melhorar a prestação de serviços aos veteranos da luta de libertação nacional e aos combatentes da defesa da soberania e da democracia.
“É preciso que a corrupção seja combatida e eu serei um dos principais na frente do combate à corrupção na instituição”, afirmou Massangaia.
Destacou a necessidade de garantir a continuidade dos serviços do Ministério dos Combatentes nas províncias, no contexto da descentralização, para evitar interrupções no atendimento aos beneficiários.
Com efeito, a Primeira-Ministra destacou como prioridades do sector a digitalização e actualização das bases de dados dos combatentes, a assistência médica e medicamentosa gratuita, a atribuição atempada de subsídios de funeral e a reflexão sobre o valor das pensões.
Aos assessores, a Primeira-Ministra recomendou rigor analítico, integridade e compromisso com os interesses nacionais, bem como apoio técnico à monitoria e ao cumprimento do Programa Quinquenal do Governo e do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE).
(AIM)
Laura Tembe (LT)/mz
