Maputo, 29 Out (AIM) – A primeira-ministra moçambicana, Maria Benvinda Levi, afirmou quarta-feira, em Maputo, que o Governo pretende transformar a aviação civil numa referência internacional, através da elevação da Escola Aeronáutica à categoria de Academia de Ciências Aeronáuticas (ACA), com vista a imprimir uma nova dinâmica institucional, sobretudo no domínio da formação de profissionais do sector.
«Ao criar a ACA, através do Decreto n.º 44/2026, de 20 de Julho, o Governo tem como objectivo dotar o país de uma instituição pública de excelência, vocacionada para a formação e capacitação de profissionais aeronáuticos e de áreas afins, contribuindo para o desenvolvimento do sector da aviação civil», disse.
Maria Benvinda Levi falava durante a cerimónia de tomada de posse dos novos dirigentes da Academia de Ciências Aeronáuticas, da Escola de Governação (Egov) e do seu gabinete, nomeadamente Tuaha Ossifo Chabane Mote, director-geral da ACA, Ana Cristina da Rocha, directora-geral adjunta para a área administrativa da Egov, e Catarina Sabino Chongo, assistente da primeira-ministra, respectivamente.
A governante destacou o papel da aviação civil na dinamização da conectividade territorial, na mobilidade de pessoas e bens, na atracção de investimentos e no fortalecimento das cadeias logísticas.
«O crescimento sustentável do sector da aviação civil depende, entre outros factores, da disponibilidade de profissionais devidamente qualificados tecnicamente, preparados e comprometidos com os mais elevados padrões de segurança, qualidade e eficiência», afirmou.
Neste contexto, defendeu que os cursos e programas de capacitação da ACA devem responder às necessidades actuais e futuras do sector, acompanhando a evolução tecnológica, as novas exigências de segurança operacional e as transformações da indústria aeronáutica.
Levi desafiou igualmente a direcção da instituição a priorizar a valorização do capital humano, através da qualificação dos formadores, da melhoria das condições de ensino e da disponibilização de equipamentos e recursos pedagógicos adequados.
Segundo a primeira-ministra, estas medidas são fundamentais para garantir a formação de profissionais competentes e preparados para responder às exigências do mercado de trabalho.
No domínio da administração pública, a governante desafiou a nova directora-geral adjunta para a área administrativa da Egov, Ana Cristina da Rocha, a reforçar a capacidade institucional do Estado, melhorar o desempenho dos funcionários e agentes públicos e promover uma administração cada vez mais profissional, íntegra, eficiente e orientada para a prestação de melhores serviços ao cidadão.
A dirigente salientou que a área administrativa não deve ser encarada apenas como uma estrutura de apoio à formação, mas como uma componente estratégica da gestão institucional, por assegurar as condições materiais, financeiras, patrimoniais e logísticas necessárias à concretização dos objectivos da instituição.
Apelou ainda à observância das normas e dos instrumentos de gestão da administração pública, defendendo o recurso à transformação digital como forma de modernizar as instituições.
A primeira-ministra exortou todos os empossados a pautarem a sua actuação pelo cumprimento da lei, pelo rigor e pela transparência, bem como pela utilização eficiente dos recursos disponibilizados.
Por sua vez, o novo director-geral da ACA, Tuaha Ossifo Chabane Mote, apontou a organização e o reforço da capacidade institucional, a escassez de capital humano qualificado e a insuficiência de infra-estruturas adequadas aos padrões internacionais de formação como alguns dos principais desafios da instituição.
O dirigente destacou igualmente a necessidade de reforçar as competências dos docentes e dos profissionais da aviação civil.
«Sempre que queremos formar profissionais, temos de os enviar para fora do país, o que eleva os custos», afirmou.
Para inverter este cenário, a ACA pretende introduzir cursos de formação de pilotos para a aviação comercial e para a operação de aeronaves de asas rotativas, nomeadamente helicópteros, além de desenvolver capacidade para formar profissionais que possam actuar no mercado internacional da aviação civil.
Para operacionalizar a academia, a instituição prevê recorrer a profissionais no activo, quadros reformados e especialistas moçambicanos ou estrangeiros que se encontrem no exterior.
Por seu turno, Ana Cristina da Rocha afirmou que pretende dinamizar a instituição que passa a dirigir, com enfoque na formação dos funcionários e agentes do Estado.
(AIM)
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