Maputo, 5 de Nov (AIM) – A Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, defende o reforço da produção e da produtividade nacional, sobretudo nos sectores agrário e pesqueiro, como resposta ao elevado custo de vida, à dependência das importações e aos desafios do crescimento económico em Moçambique.
A posição foi expressa esta quinta-feira, na Assembleia da República, durante o encerramento da Sessão de Informações do Governo, ocasião em que a governante apelou à mobilização de todos os sectores da sociedade para dinamizar a capacidade produtiva do país e reduzir a dependência de bens provenientes do exterior.
“Todos nós somos chamados a continuar a apostar no aumento da produção e produtividade interna, sobretudo agrícola e pesqueira”, afirmou Maria Benvinda Levi.
A Primeira-Ministra considerou que a diversificação da base produtiva nacional é fundamental para aumentar as exportações, reduzir as importações, criar postos de trabalho, melhorar os rendimentos das famílias e aliviar o custo de vida.
“A aposta na diversificação da nossa base produtiva é o caminho certo para continuar a melhorar as infra-estruturas socioeconómicas, aumentar as exportações, reduzir as importações, criar mais postos de trabalho e renda, bem como aliviar o custo de vida”, sublinhou.
Na mesma ocasião, Maria Benvinda Levi alertou para os riscos associados à época chuvosa e ciclónica 2026/2027, apontando a previsão de seca severa em 76 distritos das regiões Centro e Sul do país, enquanto o Norte poderá registar chuvas intensas, cheias e inundações.
Perante este cenário, apelou à população que vive em zonas de risco para que siga as orientações das autoridades, de modo a prevenir perdas de vidas humanas e danos materiais.
A governante destacou a importância da prevenção e da observância das medidas de protecção recomendadas pelas entidades competentes, tendo em conta os diferentes fenómenos climáticos previstos para as várias regiões do país.
No sector da saúde, a Primeira-Ministra reafirmou o compromisso do Governo de intensificar as medidas de combate ao roubo e desvio de medicamentos nos armazéns e nas unidades sanitárias, bem como às cobranças ilícitas e ao mau atendimento aos utentes.
“Reafirmamos a nossa aposta em prosseguir a implementação de medidas que visam combater roubos e desvio de medicamentos nos armazéns e nas unidades sanitárias, com vista a garantir que estes cheguem a toda população moçambicana e em tempo útil”, declarou.
A intervenção surge num contexto em que o Governo procura reforçar os mecanismos de controlo da gestão e distribuição de medicamentos, de modo a assegurar o acesso da população aos serviços e produtos essenciais de saúde.
Relativamente às infra-estruturas, Maria Benvinda Levi reiterou a prioridade do Governo na reabilitação da Estrada Nacional Número 1 (EN1), considerada um dos principais eixos de ligação entre as regiões do país.
A governante anunciou igualmente medidas para expandir o abastecimento de gás natural veicular, numa perspectiva de redução dos custos associados aos transportes.
As questões da produção nacional, da segurança alimentar, da prevenção dos riscos climáticos, da prestação de serviços de saúde e das infra-estruturas rodoviárias marcaram, assim, a intervenção da Primeira-Ministra no encerramento da Sessão de Informações do Governo na Assembleia da República.
(AIM)
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