Presidente de Portugal, Marcelo de Sousa
Lisboa, 17 Mai (AIM) – O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, preocupado com a incerteza política e económica que o mundo vive, apelou este sábado aos portugueses que votem nas eleições legislativas antecipadas deste domingo (18), sublinhando que “não votar seria pôr a cabeça na areia”.
Numa breve mensagens ao país a partir do Palácio de Belém, o Presidente da República enfatizou que considerando que no mundo “complexo e imprevisível” de hoje – marcado, principalmente, pelo regresso de Donald Trump à Casa Branca -, “não votar é “fazer-se ausente” e acabar, “mais cedo ou mais tarde”, a “chorar sobre leite derramado”.
“O mundo de 2025 é radicalmente diferente de 2024. O regresso ao poder do actual Presidente norte-americano implicou, em quatro meses, mudanças enormes nas relações com a Europa, a Rússia e a China”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.
Ele referiu que o regresso de Trump significa também “imprevisibilidade na economia internacional” e “maiores responsabilidades para nós europeus, para nós portugueses”, comparando as legislativas deste domingo (18) com outras eleições.
“Com o mundo de hoje mais complexo e imprevisível, não participar, não decidir, não votar, faz ainda menos sentido do que em outras eleições. Seria meter a cabeça na areia, ficar indiferente à gravidade do instante vivido. Fazer de ausente, quando como sabemos os ausentes acabam mais cedo ou mais tarde por perder a razão e chorar sobre o leite derramado”, disse o Presidente da República, fazendo depois uma alusão à maior participação de sempre nas eleições em Portugal, há 50 anos.
“Votar neste momento é contribuir para a estabilidade no meio de um mundo instável, poupando soluções longas de governos de gestão, quando até Maio de 2026 não poderá haver novas eleições e permitindo a previsibilidade sem a qual não cresce a confiança. Portugueses, 50 anos depois da eleição mais participada de sempre, dar vida à liberdade, à igualdade, solidariedade, segurança, democracia e à paz é também votar amanhã (domingo) e no futuro de Portugal”, concluiu.
Dia de reflexão
Este sábado é dia de reflexão antes dos portugueses se dirigirem às urnas no domingo para as legislativas.
Campanha eleitoral terminou sexta-feira
Esta sexta-feira (16), terminou a campanha eleitoral com a tradicional descida do Chiado, na baixa lisboeta, pela AD Coligação PSD/CDS-PP, liderada por Luís Montenegro, e PS (Partido Socialista), liderado por Pedro Nuno Santos, os principais candidatos ao cargo de Primeiro-ministro de Portugal.
Luís Montenegro, que começou o dia com a tradicional descida no Chiado, seguiu depois para um almoço com mulheres na Estufa Fria.
A campanha da AD, coligação que junta o Partido Social-Democrata (PSD) e CDS-PP, encerrou com um comício no Campo Pequeno, no centro de Lisboa.
Por sua vez, o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, dedicou a manhã a contactos com a população na zona de Moscavide, em Lisboa, seguindo depois para um almoço com apoiantes na Cervejaria Trindade e terminou a campanha socialista com uma festa no jardim da sede nacional do partido no Rato, em Lisboa, depois de uma arruada bastante concorrida.
Também na capital decorreu a arruada do Chega, com o seu líder, André Ventura, a desafiar conselhos dos médicos que o recomendaram a repousar, mas entendeu fazer-se presente no Largo Camões.
A norte do país esteve o presidente da IL (Iniciativa Liberal), Rui Rocha. Os liberais terminam a campanha com um jantar-comício em Braga
Já a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, esteve no Porto, Norte, e terminou a campanha com uma festa em Setúbal, do outro lado do rio Tejo.
A CDU (PCP/PEV) começou a manhã com um desfile na Moita, distrito de Setúbal, seguindo depois para o norte, onde ao final da tarde Paulo Raimundo, líder do PCP, participou num desfile no Porto e à noite num comício em Braga.
O Livre dedicou o último dia de campanha ao distrito do Porto. Rui Tavares começou o dia com uma acção no jardim do Palácio de Cristal.
Por sua vez, a porta-voz do PAN teve a sua agenda em Lisboa.
(AIM)
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