Candidato do PS a Primeiro-ministro de Portugal
Lisboa, 18 Mai (AIM)- As legislativas antecipadas deste domingo (18) em Portugal estão a ser marcadas por fraca afluência às urnas, contrariando o apelo este sábado (17), dia de reflexão, do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pedindo maior afluência aos potos de votação e provando a narrativa de que os eleitores portugueses estão cansados.
Com efeito, a afluência às urnas até às 16h00 locais (17h00 em Maputo) estava nos 48,28 por cento, de acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Administração Interna. As urnas encerram às 19h00 locais em Portugal Continental, mais uma hora nas Ilhas (Madeira e Açores).
Há um ano (legislativas antecipadas de Março de 2024), por esta hora, tinham votado 51,96 por cento dos 10.819.122 eleitores inscritos, tendo o valor sido o mais alto desde 2009.
André Wemans, porta-voz da CNE, disse à jornalistas que a participação no escrutínio deste domingo é “infelizmente uma ligeira redução, cerca de menos 3 por cento” face ao ano passado.
Ainda assim, referiu, que os portugueses ainda “têm cerca de duas horas” para que se possa aumentar a votação no geral.
É de recordar que pouco mais de um ano depois das Legislativas de 2024, os portugueses foram, de novo, às urnas este domingo para escolher o próximo primeiro-ministro e os representantes para a Assembleia da República (AR), o parlamento português. Trata-se de uma nova eleição, a terceira do país em pouco mais de três anos, daí a narrativa da fadiga.
Oapelo de Marcelo Rebelo de Sousa
No sábado (17), o chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, preocupado com a incerteza política e económica que o mundo vive, apelou este sábado aos portugueses que votem nas eleições legislativas antecipadas deste domingo (18), sublinhando que “não votar seria pôr a cabeça na areia”.
Numa breve mensagens ao país a partir do Palácio de Belém, o Presidente da República enfatizou que considerando que no mundo “complexo e imprevisível” de hoje – marcado, principalmente, pelo regresso de Donald Trump à Casa Branca -, “não votar é “fazer-se ausente” e acabar, “mais cedo ou mais tarde”, a “chorar sobre leite derramado”.
“O mundo de 2025 é radicalmente diferente de 2024. O regresso ao poder do actual Presidente norte-americano implicou, em quatro meses, mudanças enormes nas relações com a Europa, a Rússia e a China”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.
Ele referiu que o regresso de Trump significa também “imprevisibilidade na economia internacional” e “maiores responsabilidades para nós europeus, para nós portugueses”, comparando as legislativas deste domingo (18) com outras eleições.
“Com o mundo de hoje mais complexo e imprevisível, não participar, não decidir, não votar, faz ainda menos sentido do que em outras eleições. Seria meter a cabeça na areia, ficar indiferente à gravidade do instante vivido. Fazer de ausente, quando como sabemos os ausentes acabam mais cedo ou mais tarde por perder a razão e chorar sobre o leite derramado”, disse o Presidente da República, fazendo depois uma alusão à maior participação de sempre nas eleições em Portugal, há 50 anos.
“Votar neste momento é contribuir para a estabilidade no meio de um mundo instável, poupando soluções longas de governos de gestão, quando até Maio de 2026 não poderá haver novas eleições e permitindo a previsibilidade sem a qual não cresce a confiança. Portugueses, 50 anos depois da eleição mais participada de sempre, dar vida à liberdade, à igualdade, solidariedade, segurança, democracia e à paz é também votar amanhã (domingo) e no futuro de Portugal”, concluiu.
(AIM)
DM
