Maputo, 18 Mai (AIM) – O Chefe de Estado, Daniel Chapo, afirma que urge introduzir mudanças profundas na Polícia da República de Moçambique (PRM) para travar o crime organizado e transnacional e encoraja a corporação a prosseguir com a missão de defesa da soberania.
Daniel Chapo falava sábado (17) durante a saudação pela corporação no âmbito dos 50 anos da fundação da PRM.
“Surgiram novos fenómenos criminais e sofisticação do modus operandi dos criminosos e sua relação com o exterior. Aqui, queremo-nos referir à criminalidade organizada e transnacional, como o rapto, tráfico de pessoas, de partes do corpo humano e de drogas, branqueamento de capitais, entre outros crimes”, disse Chapo.
Acrescentou que “é tempo de a nossa Polícia da República de Moçambique fazer coisas diferentes para obter resultados diferentes diante destes crimes e da sua sofisticação, ou seja, é tempo de mudanças profundas que possam espelhar e honrar a maturidade dos 50 anos”.
Chapo, que também é Comandante-chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), reconhece que este desafio carece de investimentos na componente infra-estruturas e meios técnicos e operacionais, mas lembra que o principal factor de sucesso é o profissionalismo dos agentes.
Por isso, Chapo insta a PRM para uma actuação mais humanizada e assente na lei e colaboração dos cidadãos cumprindo e denunciando actos contrários à lei.
“Estamos cientes de que, por centenas de mudanças que possam existir na polícia, se os cidadãos não colaborarem não alcançaremos os resultados que almejados, pois o maior Polícia é o cidadão na sua casa e na sua comunidade em qualquer canto do mundo”, referiu acrescentando que, somos todos chamados a colaborar na promoção da nossa segurança, denunciando os prevaricadores da lei”.
O governante instou ao ministro do Interior e ao comandante-geral da PRM a incrementarem os níveis de formação dos membros da corporação, garantindo o aprimoramento dos valores indispensáveis para que seja uma força de referência não só a nível nacional, mas também a nível internacional.
“Queremos uma Polícia cujo foco da sua actividade é servir ao cidadão e à nação moçambicana, que é a nossa Pátria amada, Moçambique. Um Polícia cuja autoridade é respeitada e sua presença acarinhada por todos em reconhecimento dos seus feitos. Para isso, é preciso que a Polícia também saiba que a melhor polícia é a própria comunidade, que é a maior fonte de informação para a prevenção e combate ao crime”, frisou.
Chapo saudou todos os membros da PRM, desde os que hoje garantem a ordem pública, “faça chuva, faça vento, faça frio ou faça calor”, até aos oficiais na reserva, cuja entrega no passado contribuiu para a construção da actual corporação. Destacou igualmente os agentes que combatem o terrorismo no norte do país, da força local e de tropas de países amigos.
O governante fez uma retrospectiva do percurso da Polícia desde 1974, com a criação do Corpo de Polícia de Moçambique (CPM), passando pela Polícia Popular de Moçambique (PPM), em 1979, até à actual PRM, formalmente instituída em 1992, à luz da nova Constituição democrática.
Salientou que este trajecto deve ser preservado e amplamente divulgado. “É tempo de a Polícia da República de Moçambique ter a sua rica história devidamente documentada em livros, vídeos, músicas e peças teatrais que estejam ao alcance de todos os que se interessam e se orgulham da heróica e gloriosa história”.
Por sua vez, o comandante-geral da PRM comprometeu-se a tudo ao seu alcance fazer para travar o crime.
(AIM)
Fernanda da Gama (FG) /sg
