Participantes do workshop para tratamento de cancro
Maputo, 5 Jun. (AIM)- A capital moçambicana é palco de um workshop multidisciplinar do cancro, para a partilha de experiências no tratamento do cancro e que conta com a participação de especialistas de várias áreas de saúde, incluindo médicos cirurgiões, radiologistas, terapeutas, clínica geral, entre outros profissionais da saúde do país, África, instituições internacionais e parceiros do Ministério da Saúde ( MISAU).
Segundo a chefe do Programa Nacional de Controlo do Cancro e directora Científica e Pedagógica do Hospital Central de Maputo (HCM), Cesaltina Lorenzoni, Moçambique ressente-se da falta de médicos para o tratamento de vários tipos de cancro.
“Aqui vamos discutir o que é a abordagem multidisciplinar. No passado, nós não tínhamos essa abordagem. Agora, por exemplo, para um doente com cancro do colo do útero não é só o médico que vai operar. Também intervém o médico terapeuta, o médico cirurgião oncológico que vai operar, assistente social, uma consulta da dor caso seja necessário, então esta abordagem melhora muito aquilo que é assistência e a conduta com os doentes com cancro”, explicou.
Ressalvou que o workshop surge no contexto de uma colaboração entre o MISAU, HCM, MD Anderson Center (maior hospital de cancro do mundo, sediado nos Estados Unidos da América), Sociedade Oncológica de Cancro, RICE University e instituições de outros países do mundo.
O HCM é o hospital de referência no país e reúne uma vasta capacidade para área assistencial, formação, pesquisa e é o último recurso de todos moçambicanos com cancro.
“Várias actividades têm sido levadas a cabo no nosso hospital, desde a realização de cirurgias complexas aos doentes com cancro, nós somos o único hospital que tem a radioterapia. O HCM forma médicos em especialidades e sub-especialidades, neste momento temos 303 médicos em formação, mas também temos outras áreas”, disse.
O workshop que decorre em Maputo, conta com a participação de cerca de 60 profissionais proveniente de instituições nacionais e internacionais, provenientes dos EUA, Brasil, Espanha, Alemanha, Reino Unido, Quénia, Gâmbia, Etiópia, Ruanda, Nigéria e Moçambique.
Refira-se que o país iniciou a abordagem multidisciplinar para o tratamento do cancro no ano 2016 e pretende melhorar cada vez mais esta prática, a semelhança de outros países do mundo.
(AIM)
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