Mossurize (Moçambique), 18 Set (AIM) – O povoado de Changulo, no distrito de Mossurize, província de Manica, centro de Moçambique, conta, desde esta sexta-feira (18), com um hospital construído de raiz, que vai beneficiar cerca de 40 mil habitantes.
A infraestrutura, do tipo II, começou a ser construída em Junho de 2024 e vai prestar assistência sanitária a nove povoados e 62 comunidades, numa região localizada próximo da fronteira com o Zimbabwe.
Para além dos residentes das comunidades abrangidas, a unidade sanitária poderá atender igualmente a população de algumas regiões circunvizinhas e parte dos residentes da vizinha República do Zimbabwe.
A empreitada custou cerca de 26 milhões de meticais, financiados por um agente económico local, residente no povoado de Changulo.
O hospital dispõe de banco de socorros, gabinete de consultas externas, gabinete médico, serviços de consulta pré-natal, maternidade, sala de partos, consulta de planeamento familiar, consulta de criança em risco, sala de observação, farmácia, depósito de medicamentos, sanitários, sistema de iluminação através de painéis solares, abastecimento de água e serviços de internamento, com capacidade para 18 camas.
A unidade sanitária inclui igualmente uma residência para os funcionários de saúde afectos àquele estabelecimento.
O hospital está equipado com material médico-cirúrgico disponibilizado pelo Governo, no âmbito de uma parceria público-privada.
Segundo as autoridades, a infraestrutura encontra-se na primeira fase de execução e deverá ser ampliada nos próximos tempos, passando a dispor de capacidade para mais de 50 camas.
O hospital foi inaugurado pela governadora da província de Manica, Francisca Tomás, que, na ocasião, enalteceu o contributo dos agentes económicos para o desenvolvimento da província e do país, em geral.
“Este gesto alegra-nos porque vemos a participação do empresário local na melhoria das condições de assistência sanitária à população. O país não é construído apenas pelo Governo. É feito por todos os moçambicanos. Seguindo este exemplo, queremos convidar outros filhos desta pátria a participarem na construção do país”, afirmou Francisca Tomás, apelando a outros empresários para seguirem o mesmo exemplo.
“Não importa se mora dentro ou fora do país. Como Governo provincial, estamos abertos a receber pessoas interessadas em desenvolver a província e o país”, acrescentou.
Segundo Francisca Tomás, a nova infraestrutura vai atender mais de 40 mil habitantes, constituindo um contributo para o desenvolvimento daquela região, do distrito e da província.
“Numa primeira fase teremos serviços de vacinação, partos, consultas pré-natais, consultas e outros serviços para o tratamento de várias doenças. Portanto, a população passa a ter serviços de saúde cada vez mais próximos”, explicou.
Francisca Tomás assegurou que o Governo continuará a trabalhar na melhoria das condições de vida da população de Changulo, através da reabilitação de estradas, construção de pontes, abertura de mais fontes de abastecimento de água e construção de outras infraestruturas sociais.
Por seu turno, o financiador da obra, o empresário local Aizeque Mapendana, disse que tomou a iniciativa para aliviar o sofrimento da população, que percorria entre 30 e 70 quilómetros para encontrar uma unidade sanitária de referência.
“Vi o sofrimento da população porque não tinha um hospital aqui próximo. Tomei a iniciativa de construir este hospital para aliviar o sofrimento da população. É a minha terra natal e convido outros empresários para trabalharmos e desenvolvermos as nossas comunidades”, afirmou Mapendana.
“Com este hospital, acredito que a população passará, a partir de hoje, a ter serviços de saúde mais próximos. Agradeço ao Governo, que me autorizou a construir este hospital. Sinto-me feliz por concretizar parte do meu sonho, que era servir os meus irmãos nesta minha terra natal”, acrescentou.
A inauguração do hospital de Changulo acontece depois da entrada em funcionamento de outras duas unidades sanitárias nos distritos de Macossa e Sussundenga, nos povoados de Marimanaro e Bandire, respectivamente.
Actualmente, a província de Manica conta com um total de 158 unidades sanitárias em funcionamento.
AIM/Redacção
