Maputo, 20 Set (AIM) – O ministro moçambicano da Economia, Basílio Muhate, reiterou a necessidade de aumento da transformação local da produção nacional, como forma de reduzir as importações, promover a geração de mais empregos e acrescentar valor à economia.
Assim, o ministro incentiva o sector privado a delinear novas estratégias para que as indústrias de processamento sejam cada vez mais robustas e competitivas.
O ministro falava, sábado (19), na sequência da visita que efectuou, no mesmo dia, às instalações do Grupo de Empresas Nurmamad (GEIN) localizadas no posto administrativo de Netia, distrito de Monapo.
A visita de trabalho de Muhate à província nortenha de Nampula visa avaliar o ambiente de negócios e acompanhar o ritmo de funcionamento de algumas indústrias que operam na região.
Durante a visita às instalações do GEIN, o ministro percorreu as unidades de produção da fábrica, com destaque para a produção de óleo, sabão, sabonete, massa esparguete, entre outros produtos, tendo-se inteirado do seu funcionamento e da capacidade instalada.
No entanto, Muhate disse que nos últimos anos o país tem registado um decréscimo na produção industrial associando o facto com a escassez da matéria prima e divisas, e fraco fomento da produção nacional.
De acordo com o ministro, há indústrias no país que estão longe de atingir a sua capacidade produtiva.
“O decréscimo da produção industrial preocupa-nos. Há uma série de acções que precisamos de levar a cabo, governo e sector privado, no sentido de percebermos melhor o que é que está por detrás. Se for a questão relacionada com divisas, obviamente que se está a importar muito mais do que se pensava”, afirmou.
O ministro explicou que no primeiro ano do presente mandato o governo apostou muito nas reformas para melhorar o ambiente de negócios.
“Se não transformarmos vamos exportar produtos em bruto e isso não traz mais emprego, nem investimentos. O desafio é este pegarmos aquilo que produzimos, aumentarmos os níveis de produção e alimentarmos a indústria transformadora como esta”, sublinhou.
Apesar destas constatações, o ministro destacou o potencial económico de Nampula, afirmando que a província já se afirma como a capital económica do país, pela dinâmica da sua economia, pelo crescimento da indústria e pelo seu elevado potencial produtivo.
A fábrica de Monapo, que emprega 300 trabalhadores entre nacionais e estrangeiros, tem capacidade de produzir diariamente 600 toneladas de óleo e 300 toneladas de sabão.
(AIM)
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