Enfermeiros em serviço
Chimoio (Moçambique) 01 Ago (AIM) – O governo desafia os graduados do Instituto Médio Técnico Profissional Njerenje (IMTPN), na província de Manica, centro de Moçambique, a serem os verdadeiros promotores de mudança, rumo ao desenvolvimento das comunidades, numa altura em que o país enfrenta vários desafios sociais e econômicos.
O desafio foi lançado esta sexta-feira (01), na cidade de Chimoio, capital provincial de Manica, na III cerimónia de graduação de 159 técnicos de nível médio formados nas áreas de Técnico de Medicina Geral (TMG), Enfermagem Geral (EG), Enfermagem de Saúde Materno Infantil (ESMI), Nutrição, Agropecuária e Contabilidade, cujos cursos tiveram a duração de dois anos e meio.
Dos graduados, ora colocados no mercado de emprego, 140 são do sexo feminino e os restantes 19 masculino.
No curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil foram formados 63 profissionais, Técnico de Medicina Geral (51), Enfermagem Geral (39), Nutrição (dois), Contabilidade (três) e Agropecuária (um).
A directora dos Serviços Provinciais dos Assuntos Sociais, Anália Filimone, lembrou que Moçambique ainda enfrenta vários desafios de índole social e economia, caracterizado pelo alto índice de pobreza, sobretudo nas zonas rurais.
Por isso, segundo Anália Filimone, os graduados deverão ser os verdadeiros promotores de mudança e de desenvolvimento nas comunidades.
“Vocês encerram uma etapa da vossa formação. Alguns vão servir a população. Outros poderão conseguir outras oportunidades, como é o caso da continuação dos estudos. Portanto, não se esqueçam que vão para as comunidades para aplicar os conhecimentos adquiridos durante os anos da vossa formação”, recomendou Filimone.
“Saibam que vão cuidar da vida humana nas comunidades que de vós esperam mudanças. A população espera receber cuidados médicos cada vez mais especializados e humanizados. O vosso principal objectivo é salvar vidas e cuidar do povo. Sejais exemplos no campo profissional em que cada um estará inserido. Servir o povo com responsabilidade, zelo e muita dedicação”, acrescentou.
Para Anália Filimone, um técnico de medicina geral, de enfermagem, saúde materno infantil ou nutrição deve ser apaixonado pela profissão. Só assim, é que será capaz de cuidar da saúde do seu próximo e salvar vidas na comunidade em que estará inserida.
“É uma profissão nobre e que requer muito amor ao próximo. Não podemos cuidar de vidas humanas sem que tenhamos sentimento e compaixão pelo próximo. Cada um dos graduados nestas áreas do saber tem que perceber que a sua nobre tarefa é prestar serviços de qualidade no meio onde este estiver inserido”, disse.
Aos graduados nas áreas de contabilidade e agropecuária, a directora exigiu que estes contribuam para o crescimento económico do país, através de aumento da produção agrícola.
“Temos aqui graduados em contabilidade e agropecuária. Portanto, acreditamos que vão associar-se a outros profissionais e, em conjunto, ajudarem a desenvolver o país. A província de Manica, por exemplo, tem terras férteis e com um potencial agrícola invejável. Se cada graduado estiver comprometido com o trabalho, farão diferença na área agrícola”, observou.
Na ocasião, recomendou aos recém-graduados para não pararem neste nível (médio) e prosseguirem com os estudos para a obtenção de outros graus académicos.
Os graduados, através de uma mensagem, comprometeram-se e juraram melhor servir a população e fazer valer os conhecimentos adquiridos durante os dois anos e meios de formação.
“Aprendemos para servir Moçambique, um país que ainda tem vários desafios. O conhecimento que obtivemos servirá para cuidar da população nas comunidades. Os nossos choros, dor de cabeça durante a aprendizagem valeram a pena, porque hoje colhemos os frutos do nosso sacrifício. Sobre saúde nada sabíamos. Hoje saímos daqui profissionais. Prometemos melhor servir a nação moçambicana”, expressou Laiza Modesto, em nome de outros graduados.
(AIM)
Nestor Magado (NM)/dt
