Mosquito causador da malária
Maputo, 13 Ago (AIM) – Pelo menos 11 pessoas morreram por malária este ano e mais de 1,3 milhão de casos diagnosticados pelo sector da saúde em várias unidades sanitárias da província central da Zambézia.
Segundo a Rádio Moçambique, emissora nacional, o número de casos diagnosticados representa um aumento em nove por cento em relação ao período homólogo de 2024, que foi de 1.18 milhao de casos.
Os dados foram avançados pelo chefe do Departamento de Saúde Pública no Serviço Provincial de Saúde (SPS) na Zambézia, Leonardo Mareso, que associa a subida de casos de malária com a persistência de chuviscos nos finais de Junho e Julho passado.
“Nós aqui temos um aumento de cerca de nove porcento de casos de malária, mas também isso pode significar naquilo que é o aumento dos nossos agentes polivalentes de saúde, e quando aumenta o número de agentes polivalentes também aumenta aquilo que é a capacidade de diagnóstico ao nível das unidades sanitárias, porque também eles usam teste rápido de diagnóstico da malária a nível das comunidades”, disse.
“Mas não estamos sossegados porque é uma preocupação para o nosso sector, porque a tendência dos casos é de aumentar e que em conjunto há necessidade de trabalharmos para podermos reverter esta tendência ao nível da nossa província, vincou”.
O chefe do departamento de Saúde Pública no SPS na Zambézia salientou ainda que o combate a malária é da responsabilidade de todos.
“Importa referir que, também é um desafio para nós porque o combate a malária não depende do sector de saúde, mas também tem que ser vista como actividade multissectorial onde as outras organizações, as outras instituições também têm um papel extremamente importante naquilo que é o combate a malária”, ressaltou.
Acrescentou que, “estamos a falar do saneamento do meio, pois temos a área do ambiente ao nível dos municípios, entre outras, mas também temos outros sectores como as Obras Públicas que devem ver aquilo que é a disposição dos locais de onde as casas são construídas, esse elenco contribui positivamente para aquilo que é a incidência da malária na nossa província”.
(AIM)
FG/sg
