Rede mosquiteira para a protecção contra a picadela do mosquito
Chimoio (Moçambique), 28 Abr (AIM) – A malária matou, nos primeiros três meses de 2026, um total de 29 pessoas na província de Manica, centro de Moçambique.
O número representa um aumento de nove óbitos em comparação com igual período de 2025, quando foram registadas 20 mortes.
A doença afectou este ano 516.778 pessoas, contra 339.425 notificadas entre Janeiro e Março do ano passado, o que representa um aumento de 52 por cento.
Os distritos com maior peso da malária nas consultas externas são Macate, Macossa e Sussundenga.
O director dos Serviços Provinciais de Saúde em Manica, Xavier Isidoro, revelou que os distritos de Chimoio, Sussundenga, Gondola e Báruè registam o maior número de casos da doença.
Isidoro falava hoje (28), no encerramento da VII sessão do Conselho de Representação do Estado.
Segundo o responsável, Chimoio e Gondola são os distritos onde ocorreram mais mortes associadas à malária.
“Durante a sessão analisamos igualmente o número de casos graves da malária. Os números mostram para um aumento de casos, o que nos alerta para uma intervenção urgente para travar a ocorrência de mortes por malária nas comunidades”, explicou Xavier Isidoro.
“Os distritos de Macate, Macossa e Sussundenga apresentam o maior peso da malária nas consultas externas, que se aproxima a 50 por cento. Quanto aos óbitos, o maior número ocorreu em Chimoio, com 13 casos e outros nove em Gondola”.
Xavier Isidoro referiu que, para reduzir as mortes provocadas pela malária, as autoridades sanitárias têm intensificado acções de sensibilização sobre medidas de prevenção.
A comunicação tem sido feita junto das comunidades através das rádios comunitárias e de outros meios de difusão de mensagens, envolvendo vários actores comunitários e profissionais de saúde.
“Em todas a unidades sanitárias, logo pela manhã, são feitas palestras sobre os perigos da doença e as melhores formas de prevenção como o uso correcto das redes mosquiteiras, insecticidas, repelentes, vestuários longos, vacinação de menores, a quimioprofilaxia para os viajantes, o tratamento atempado e eliminação de charcos que são vectores do mosquito que são principais transmissores da malária”, acrescentou Xavier Isidoro.
A malária continua a ser o principal problema de saúde pública na província de Manica.
Na ocasião, Xavier Isidoro lançou um apelo à população para procurar imediatamente uma unidade sanitária perante qualquer sinal associado à doença.
“ As pessoas não podem esperar que a malária se torne grave. É importante que saibamos que quando sentimos qualquer indisposição nos dirijamos a unidade sanitária mais próxima. Só assim é que estaremos a contribuir para que a doença não cause mais mortes nas nossas comunidades”, sublinhou Xavier Isidoro.
Entretanto, as autoridades de saúde em Manica receiam que o número de casos de malária continue a aumentar este ano, o que reforça a necessidade de redobrar esforços no combate à doença.
(AIM)
Nestor Magado (NM)/sg
