Presidente da República, Daniel Chapo, recebe em audiência delegação da Associação dos Cegos e Amblíopes de Moçambique
Maputo, 13 Ago (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, comprometeu-se hoje (13) a prestar uma maior assistência na execução do Plano Estratégico da Associação dos Cegos e Amblíopes de Moçambique (ACAMO) e de promover um diálogo inclusivo no país.
Chapo recebeu em audiência, em Maputo, a direcção da ACAMO, um encontro que se enquadra no quadro da visão do Chefe do Estado de assegurar que todos os estratos sociais participem activamente na construção de consensos e na definição das políticas públicas.
Num breve contacto que manteve com a imprensa da Presidência, minutos após o fim da audiência, a delegada da ACAMO na cidade e província meridional de Maputo, Emília Chissico, afirmou que no encontro, Chapo comprometeu-se a apoiar a agremiação, sublinhando que as suas acções estão alinhadas com os estatutos e o Plano Estratégico.
“Ele recebeu-nos muito bem e prometeu-nos ajudar, porque ele achou que a ACAMO é organizada e está a trabalhar conforme os estatutos e Plano Estratégico”, disse.
Segundo Chissico, a agremiação vê nas acções de Chapo uma demonstração de que todos os cidadãos, independentemente da sua condição física, têm direito às mesmas oportunidades e ao exercício pleno da cidadania.
“Nós sentimos que somos pessoas como qualquer outra pessoa que também tem os seus direitos, por isso que nos aproximámos à Presidência para vir dizer muito obrigado pelo trabalho que está a fazer”, disse.
Aliás, o Chefe do Estado tem reiterado, em diferentes ocasiões, que o desenvolvimento nacional deve ser construído com base na participação equilibrada de comunidades rurais e urbanas, jovens, mulheres, empresários, trabalhadores e grupos vulneráveis, assegurando que todos tenham acesso às oportunidades criadas pelos programas e planos governamentais.
Para a ACAMO, a abertura institucional é um passo importante para o fortalecimento da cidadania e criação de condições que permitam às pessoas com deficiência visual participar de forma activa nas decisões que moldam o país.
A audiência de hoje insere-se igualmente, na agenda de governação participativa e inclusiva, e reforça a ligação directa entre o Executivo e as organizações da sociedade civil que representam sectores específicos da população.
Fundada em 1995, e sediada na cidade da Beira, província central de Sofala, a ACAMO promove os direitos das pessoas com deficiência visual, após várias organizações anteriores terem sido criadas desde 1980, para apoiar este grupo.
Segundo o censo populacional de 2017, cerca de 15 por cento da população moçambicana é constituída por cidadãos com diferentes formas de deficiências.
Em 2023, a ACAMO contava com mais de 20 mil membros, em todo o país, dos quais cinco mil são de Sofala.
(AIM) Ac/sg
