Deslocados internos. Foto arquivo
Maputo, 15 Ago (AIM) – O Programa Mundial para a Alimentação das Nações Unidas (PMA) anunciou esta sexta-feira (15) a contribuição de três milhões de euros da União Europeia (UE) para um projecto regional que visa reforçar a capacidade de resposta a desastres na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
A verba beneficiará Moçambique, Malawi, Madagáscar, Zâmbia e Zimbabwe.
O projecto, intitulado “Reforçando a Preparação da SADC: Apoio ao SHOC para uma Resposta Eficaz a Desastres”, foi lançado oficialmente em Nacala, província de Nampula, zona norte, e terá duração de dois anos.
A iniciativa é uma parceria entre o PMA e o Centro Humanitário e de Operações de Emergência da SADC (SHOC), com coordenação liderada pelo PMA no Malawi, em conformidade com o memorando de entendimento entre as duas instituições.
Segundo o Director e Representante do PMA no Malawi, Hyoung-Joon Lim, o programa permitirá uma mudança de abordagem, passando de uma postura reactiva para uma acção proactiva.
“Com o apoio da União Europeia, podemos ajudar os países a antecipar e preparar-se melhor para as crises, garantindo que a ajuda vital chegue rapidamente às comunidades afectadas”, sublinhou.
Entre as principais acções previstas destacam-se apoio estratégico e político para agilizar o movimento transfronteiriço de suprimentos humanitários; pré-posicionamento de ajuda em pontos estratégicos da região; formação de equipas regionais de busca e salvamento; Implementação de sistemas de inteligência artificial e bases de dados aprimoradas para decisões antecipadas e criação de um fundo regional de crise para mobilizar rapidamente recursos e pessoal em emergências.
O Director do SHOC, Anderson Kamdambo Banda, destacou que a parceria reforça o compromisso colectivo da SADC na protecção de vidas e meios de subsistência. “Juntos, estamos a construir uma África Austral mais resiliente”, afirmou.
Por sua vez, Pablo Torrealba, Chefe do Escritório de Ajuda Humanitária da UE para a África Austral e Oceano Índico, frisou que a preparação é a chave para reduzir o impacto humanitário dos desastres.
“A preparação salva vidas. Este projecto aumentará a capacidade regional e ajudará a minimizar os danos humanos e materiais”, disse a fonte da União Europeia.
A África Austral é uma das regiões mais vulneráveis a choques climáticos, com eventos extremos como ciclones, secas e inundações a afectar milhões de pessoas todos os anos. A nova iniciativa pretende melhorar a resposta coordenada entre os países-membros da SADC, garantindo que nenhuma comunidade fique para trás em momentos de crise.
Face a emergência humanitária devido a desastres naturais e conflitos armados em Moçambique, a Organização Internacional para Migrações (OIM), está trabalhar para angariar fundos para assistência humanitária aos deslocados internos.
Os beneficiários são vítimas de ataques terroristas na província de Cabo Delgado, bem como de eventos extremos, incluindo tempestades, ciclones e outros desafios que o país enfrenta.
Ainda este ano, A Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, partilhou a prioridade do país na mitigação do impacto às populações vulneráveis em situações de ocorrência de desastres.
Meque anunciou o facto durante um painel da Plataforma Global para Redução de Riscos de Desastres, numa reunião que teve lugar em Genebra, na Suíça, este ano.
(AIM)
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