Secretário de Estado do Ensino Técnico-Profissional, Leo Jamal
Maputo, Ago 15 (AIM) – A Autoridade Nacional de Educação Profissional (ANEP) emitiu cerca de21 mil certificados para os estudantes graduados no primeiro trimestre do ano em curso, contra cerca de 14 mil em igual período do ano passado o que corresponde um incremento de cerca de 54 por cento.
A informação foi partilhada esta sexta-feira (15), em Maputo, pelo secretário de Estado do Ensino Técnico-Profissional, Leo Jamal, em conferência de imprensa com objectivo de dar a conhecer o actual ponto de situação dos formandos do ensino técnico-profissional no país.
Segundo, Jamal este crescimento resulta do trabalho levado a cabo pelo executivo visando responder às preocupações dos formandos.
“Como resultado deste processo, gostaríamos de partilhar com os órgãos de comunicação e com o povo moçambicano, que só no primeiro semestre deste ano fomos capazes de emitir cerca de 21 mil certificados de estudantes graduados”.
“Se comparado, este número de certificados que foram emitidos com igual período de 2024, onde tínhamos emitido cerca de 14 mil certificados, significa um incremento de cerca de 54%. Como pode ver, há um trabalho que estamos a fazer no sentido de responder aquilo que são a maior preocupação neste momento, da resposta que este sistema tem que ter da emissão de certificados”.
A fonte avançou que dos certificados pendentes no ano passado, mais de 80 porcento desses certificados já estão emitidos, faltando apenas imprimir cerca de 1.900 certificados em algumas instituições de educação profissional em todo o território nacional.
“Estes são casos pendentes de cerca de 1.900 certificados que temos que imprimir nos próximos dias, mas queríamos garantir e assegurar a todo o povo moçambicano que este governo tudo está a fazer para que estes certificados sejam emitidos”.
Segundo a fonte, a perspectiva é zerar todos os certificados que deviam ser emitidos no ano passado progressivamente para garantir que, a partir de2026, nenhum cidadão moçambicano tenha que aguardar um, dois, três meses para ter o seu certificado ou ficar sem certificado emitido uma vez concluído o seu ciclo de formação.
“Por isso, estamos a trabalhar a três níveis para melhorar todo esse sistema de resposta para garantir a emissão de certificados em tempo útil. No primeiro nível estamos a melhorar o sistema de gestão de informação e investir na melhoria dos instrumentos de gestão pedagógica a nível das nossas instituições de educação profissional”.
Jamal desafia aos formadores para que respondam às necessidades do mercado de trabalho em tempo útil e com o certificado garantido.
“Queremos que os nossos formadores respondam às necessidades do mercado de trabalho em tempo útil e com o certificado garantido também em tempo útil, de forma a responder os desafios do mercado de trabalho, quer como trabalhadores, quer como empregadores”.
O responsável fez saber ainda que a rede das instituições de educação profissional no país, cresceu significativamente nos últimos oitos anos.
“Em relação à rede das instituições de educação profissional, em 2017 tínhamos um universo de 171 instituições de educação profissional em todo o território nacional e hoje temos um universo de cerca de 264 instituições em todo o território nacional. A particularidade que existe é o facto destas 264 instituições de educação profissional, cerca de 162 instituições de educação profissional serem instituições privadas”.
(AIM)
SNN/sg
