Maputo, 10 Set (AIM) – O governo da cidade de Maputo defende a necessidade de acções mais eficazes para a prevenção do suicídio, envolvendo escolas, comunidades e famílias, para travar este fenómeno que afecta também a capital moçambicana.
A posição foi manifestada hoje (10) por Sheila Dimande Imede, esposa do Secretário de Estado da Cidade de Maputo, durante as cerimónias alusivas ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, que decorreram sob o lema “Mudar a comunicação sobre o suicídio, começar a conversar”.
Mais de um milhão de casos de suicídio são registados anualmente em todo o mundo, segundo pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS). Do total, mais de 800 mil são oficialmente notificados, mas estima-se que o número real seja superior a um milhão devido a de subnotificação.
“De acordo com a OMS, praticamente 100 por cento de todos os casos de suicídio estão relacionados com doenças mentais, principalmente aquelas não diagnosticadas ou tratadas incorrectamente”, explicou Imede.
Falando em nome do governo da cidade de Maputo, a fonte sublinhou que a prevenção deve ser assumida como um imperativo.
“Convido todos os alunos e comunidades da cidade de Maputo a assumirem a prevenção do suicídio como um imperativo. Muitos casos poderiam ser evitados se houvesse maior acesso à informação, tratamento e serviços de saúde mental”, disse.
Imede acrescentou que o suicídio é uma realidade que atinge todo o mundo e gera grandes prejuízos sociais, mas insiste que os casos podem ser evitados.
“A maioria poderia ter sido evitada se os pacientes tivessem tido acesso a informações de qualidade, tratamento e serviços de saúde mental”, frisou.
A fonte destacou ainda que a efeméride deve ser usada como um momento de reflexão e consciencialização sobre a importância da vida. Sublinhou que o Setembro Amarelo, considerado a maior campanha mundial de prevenção do suicídio, não se deve limitar ao mês de Setembro, mas sim constituir um esforço permanente ao longo do ano.
“Todos nós, em Maputo e em todo o país, devemos actuar activamente na consciencialização da importância da vida e na prevenção do suicídio. É fundamental falar sobre o assunto para quebrar o tabu e permitir que pessoas em sofrimento encontrem apoio”, declarou.
Segundo Imede, é essencial que familiares e pessoas próximas saibam identificar sinais de alerta, demonstrar empatia e encaminhar os doentes para profissionais de saúde mental.
“É muito importante que as pessoas próximas saibam identificar quando alguém está a pensar em pôr termo à sua vida, oferecendo escuta activa, sem julgamentos, e encorajando a procura de um profissional de saúde mental, que poderá salvar o paciente”, defendeu.
Para Imede, os suicídios são evitáveis.
“Há uma série de medidas que podem ser tomadas na comunidade para evitar tentativas de suicídio. Falar continua a ser uma das formas mais eficazes de prevenção”, concluiu.
(AIM)
SNN /sg
