Maputo, 03 Out (AIM) – A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, fez ecoar a voz de Moçambique perante líderes dos parlamentos das maiores economias do mundo, advogando a favor da solidariedade internacional, do apoio efectivo aos países em desenvolvimento e da construção de uma arquitectura financeira internacional mais justa e equitativa.
Talapa considera esta reconfiguração mundial como sendo primordial para o alcance da igualdade global, ouvindo a voz do Povo, em particular das mulheres e dos jovens.
A Presidente da Assembleia da República chamou à responsabilidade dos parlamentos nacionais, sustentando que, enquanto expressão da vontade popular, têm a responsabilidade de promover a aprovação de leis que fortaleçam a justiça social, a equidade de género, a protecção do homem e do ambiente.
A Presidente do Parlamento moçambicano foi oradora, quarta-feira, na 11ª Conferência dos Presidentes dos Parlamentos do G20, na cidade do Cabo, África do Sul, no debate subordinado ao tema: “Aproveitando a Diplomacia Parlamentar para a Concretização da Solidariedade, Igualdade e Sustentabilidade Global”.
“A Diplomacia Parlamentar tornou-se um instrumento indispensável do diálogo, cooperação e solidariedade, condição essencial para a paz e o desenvolvimento”, afirmou Talapa, sublinhando que, enquanto expressão da vontade popular, ʺos parlamentos têm a responsabilidade de transformar estes princípios em compromissos concretos, promovendo a legislação que fortaleça a justiça social, a equidade de género e a protecção, quer do homem assim como do ambiente”.
Na intervenção feita no distrito turístico Kleinmond, que dista cerca de 100 quilómetros do centro da cidade do Cabo, Talapa disse aos seus pares que o Parlamento moçambicano está ciente da suas responsabilidades e, por conseguinte, tem desempenhado um papel activo na consolidação da paz e reconciliação nacional, assegurando que os interesses do povo sejam salvaguardados.
A Presidente da Assembleia da República encerrou a sua alocução convidando os deputados do Parlamento Pan-africano e do G20 a reforçarem a actuação colectiva e transformar a diplomacia parlamentar em catalisador da justiça, paz e prosperidade partilhadas.
(AIM)
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