Ludovina Bernardo, Presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH)
Maputo, Out 16 (AIM) – A Presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Ludovina Bernardo, diz que Moçambique pretende capitalizar a experiência da Argélia no desenvolvimento de toda a cadeia de valor de hidrocarbonetos.
Ludovina Bernardo anunciou o facto hoje (16), à imprensa, a margem da assinatura de acordos de cooperação entre Moçambique e Argélia, nas áreas de hidrocarbonetos.
A delegação argelina é chefiada pelo ministro da Energia e das Energias Renováveis, Mourad Adjal.
“A SONATRACH SPA é uma empresa já sólida no mercado argelino e no mundo como um todo e nós como empresa nacional temos um plano de negócio, temos uma carteira de projectos prioritários e, por isso, queremos trabalhar com eles desde a área de pesquisa de hidrocarbonetos e queremos ser operadores”, disse.
Segundo Ludovina Bernardo reconhece que a acção de formação e capacitação institucional é prioritária para operar na indústria de hidrocarbonetos.
“Temos que estar preparados, temos que ter geólogos, geofísicos, engenheiros químicos, temos estes, mas ainda não estão operar no mercado de hidrocarbonetos de forma activa”, disse.
Informou igualmente existir a área de transporte, tendo em conta que num passado recente foi aprovado o Plano de Desenvolvimento que culminou com a assinatura da decisão final de investimento e projecto Coral Norte.
“Vamos ter gás doméstico do projecto Coral Norte cerca de 25 por cento para a indústria nacional. Por isso, queremos com a Argélia também aprender sobre o mercado internacional, como industrializar o país com a transformação do gás que temos em Moçambique e condensado para outras áreas e projectos prioritários que nós temos”, disse.
Anualmente a ENH está atender cerca de 200 famílias com o fornecimento de gás doméstico e espera-se que às experiências tecnológicas utilizadas pela Argélia sirvam de modelo para o país.
Moçambique tem actualmente uma rede de distribuição de gás natural, gás canalizado de cozinha, baseados no norte de Inhambane (distrito de Vilanculos), cidade de Maputo e no distrito de Marracuene.
“Recentemente a ENH solicitou ao governo de Moçambique para que parte das acções que estavam com KOGAS, empresa coreana passem efectivamente para a ENH. Portanto, iremos deter 100 por cento da empresa de distribuição de gás. Assim, vamos poder expandir para que outras partes do país possam se beneficiar desse gás “, disse.
Relativamente a tecnologia adequada para expansão, Moçambique vai inspirar-se no modelo da Argélia que, actualmente, tem sete mil consumidores e o país não tem nem mil consumidores de gás de cozinha.
(AIM)
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