Maputo, 21 de Nov (AIM) – Moçambique e Zimbabwe reafirmaram esta sexta-feira, 21, em Maputo o compromisso de transformar a sua posição geoestratégica em motor de desenvolvimento regional, reforçando corredores logísticos, infra-estruturas essenciais e sectores económicos chave, com o objectivo comum de dinamizar o comércio e promover a prosperidade partilhada.
Num banquete oficial em Maputo, os dois líderes, Daniel Chapo, Presidente de Moçambique e Emmerson Mnangagwa do Zimbabwe, sublinharam a urgência de transformar oportunidades em resultados concretos, com foco na integração económica regional, mobilidade de bens e capitais e execução de projectos estruturantes.
A Visita de Estado do Presidente do Zimbabwe, à Moçambique marca um passo decisivo para o aprofundamento da cooperação bilateral entre os dois países.
O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, destacou que as relações entre os dois países assentam em pilares sólidos de boa vizinhança, respeito mútuo e cooperação fraterna, lembrando que Moçambique e Zimbabwe são nações irmãs, ligadas por laços históricos forjados na luta comum pela liberdade.
“Cabia aos dois Estados, preservar e aprofundar estes laços para responder com eficácia aos desafios contemporâneos e às legítimas aspirações dos nossos povos”, disse Chapo.
Durante seu discurso, Chapo foi claro ao defender uma agenda económica arrojada. “Mantemos o nosso interesse firme em dinamizar a cooperação bilateral, com especial enfoque em transportes e logística, recursos minerais e energia, agricultura, turismo, industrialização e, sobretudo, no aumento do comércio entre os nossos países”, afirmou.
Entre os projectos de maior impacto, o estadista moçambicano valorizou a plena operacionalização dos corredores do Limpopo e da Beira, considerados fundamentais para a competitividade regional.
“Acreditamos que corredores eficientes são catalisadores da integração económica regional e motores essenciais para o crescimento do comércio intra-africano”, declarou.
O Chefe do Estado moçambicano reforçou igualmente a importância estratégica do Porto de Techobanine e da harmonização ferroviária com Botswana e Zimbabwe, enfatizando que estes empreendimentos permitirão maior fluidez no comércio internacional e uma posição privilegiada para criar um eixo de crescimento económico ao nível da SADC.
O Presidente Mnangagwa, por sua vez, enalteceu a recepção em Moçambique e sublinhou que a visita, a sua primeira de Estado ao país, simboliza a aposta nas relações bilaterais.
O discurso do Mnangagwa foi marcado por elogios ao progresso de Moçambique. “Aprecio a sua decisão, meu irmão, de estabelecer a Comissão Bianacional, que demonstra o compromisso em fortalecer e aprofundar as nossas relações de alto nível”, disse.
O líder zimbabweano destacou que os dois países já cooperam há anos em sectores como energia, transportes e segurança, mas frisou que o actual momento exige uma expansão destas áreas.
“O Zimbabwe está pronto para aprofundar e explorar novas fronteiras de cooperação e sinergias na agricultura, na educação, na mineração, na ciência e na tecnologia”, disse.
Defendendo uma visão de autonomia económica, Mnangagwa reiterou a filosofia de que, um país deve ser construído e governado pelo seu próprio povo, assegurando que o Zimbabwe continuará um aliado confiável para Moçambique, sobretudo perante desafios globais como o terrorismo, as mudanças climáticas e choques económicos internacionais.
Ambos os líderes convergem na ideia de que a integração regional e a cooperação económica profunda são caminhos incontornáveis para garantir prosperidade duradoura às populações.
(AIM)
Paulino Checo
