Foto Família do 26º Conselho Coordenador do Ministério da Defesa Nacional
Maputo, 5 Dez ( AIM) – Os oficiais do exército moçambicano que recebem ordenados do Ministério da Defesa Nacional (MDN) e, em contrapartida, prestam serviços em outros sectores são chamados a regressar aos seus postos instruiu hoje (05) o Presidente da República, Daniel Chapo.
“Como se explica que haja muita gente das Forças Armadas de Defesa de Moçambique a prestar serviços fora da corporação, numa situação que somos alvos de terrorismo?”, questiona o Presidente da República que também é Comandante-chefe das Forças de Defesa e Segurança.
Por isso, disse Chapo, até o final do mês de Janeiro próximo o MDN deve apresentar a lista nominal de todos e com indicação de onde estão e onde serão empenhados.
“O Serviço Cívico deve deixar de ser emprego para os limpinhos e fofinhos, tal como alguns de vós lhes apelidam. É preciso sujar as mãos na produção de comida para alimentarem a nossa força e reforçar a nossa logística”, disse Chapo, que falava na abertura do 26º Conselho Coordenador do MDN.
A ordem do estadista moçambicano surge face a ocorrência de más práticas no seio das Forças Armadas, que a dado momento mancham o exército.
“Não estamos a afirmar que a produção agro-pecuária, do serviço cívico deve ser entregue aos comandantes para fazer uso nas suas casas, como habitualmente acontece. Aquela produção é para alimentar a nossa força que precisa de refeições nos nossos quartéis, sobretudo no Teatro Operacional Norte (TON).
Referiu que que pelo facto de existirem muitos militares e oficiais que alcançam patente sem ter passado por cursos de adequação e de formação em nada dignifica o sector.
“Isto banaliza o nosso exército porque as patentes que ostentam nos ombros, não correspondem os conhecimentos que possuem, este Conselho Coordenador deve apresentar soluções para acabarmos com isto ou mesmo reciclarmos estes quadros”, disse.
Este Conselho Coordenador deve apresentar soluções para acabarmos com isto ou mesmo reciclarmos estes quadros.
“A brincadeira de termos muitos oficiais formados nas academias, mas que só conhecem o terrorismo pelas redes sociais também deve acabar”, disse Chapo.
Frisou que ninguém frequenta uma academia militar por obrigação. “É um acto voluntário e até se concorre”.
Por isso, disse Chapo, “Não faz sentido que depois de graduado, este indivíduo que escolheu esta profissão não queira ir aplicar o que aprendeu durante a formação na linha do fogo”.
“Nós queremos um exército com capacidade de resguardar as nossas extensas florestas, terrestres, marítimas e o nosso espaço, proteger os nossos recursos naturais, activos fundamentais para o alcance da nossa independência económica”, afirmou.
“Eu não sou um comandante que se contenta com o básico ou suficiente. É preciso que registem avanços também nos assuntos sensíveis que fragilizam o sector da defesa nacional”, disse.
“Juntos e sem reservas encontrem respostas para colocarem o ponto final em alguns cancros que ameaçam matar o sector da defesa, com risco de se espalhar e acabar com próprio Estado “, disse.
Ressalta a existência de muitos oficiais que estão nas suas casas em situações indefinidas a receber honorários do Estado, sem trabalhar, por exemplo aqui em Maputo, quantos estão a viver nas casas de Estado no bairro Albazine, mas não trabalham há anos, são muitos, o mais grave há oficiais em activo que necessitam de uma acomodação básica.
( AIM)
MR/sg
