Maputo, 15 Dez (AIM) – A directora do Gabinete Central de Combate a Criminalidade Organizada e Transnacional ( GCCCOT), Amélia Machava, confirmou hoje (15) a apreensão de dois indivíduos de nacionalidade moçambicana e outros com dupla nacionalidade, aparelhos electrónicos e mais de 40 milhões de meticais (cerca de 626 mil dólares).
“No âmbito das atribuições, como sabem compete ao Ministério Público exercer a acção penal, tivemos notícia do crime, desencadeamos um processo-crime e houve necessidade de fazer buscas e apreensões num estabelecimento. Solicitamos ao Juiz e foi diferido e no sábado (13), realizamos a diligência “, disse.
Segundo Machava, durante a busca foram encontrados no estabelecimento dispositivos electrónicos que o Ministério Público procurava e outros objectos.
“Como era muito dinheiro, naturalmente que não foi possível contabilizar no local, trouxemos a PGR bem como os suspeitos, os seus advogados e viemos proceder a conferência de tudo que foi recolhido no imóvel aqui na PGR”, explicou.
Machava disse ter sido feita a contagem manual do valor que foi levado ao Banco de Moçambique onde foi depósitado na conta aberta pelo Gabinete de Gestão de Activos (GGA).
“Temos suspeitas de fraude fiscal, branqueamento de capitais e outros crimes podemos apurar ao longo da investigação, são dois indivíduos ligados a esta investigação “, disse.
Sublinhou que os detidos são de nacionalidade moçambicana, alegam que se dedicam ao comércio.
Questionada sobre as recentes detenções de alguns funcionários do Tesouro e da Autoridade Tributária de Moçambique, Machava diz que é um processo normal.
“São processos normais para o Ministério Público no âmbito do compromisso com a sociedade de combater o crime principalmente a criminalidade económica e financeira “, disse.
Enfatizou que para além destes detidos, existem dois magistrados do Ministério Público envolvidos e também foram alvos de buscas nas suas residências no mesmo sábado (13).
“Não só, mesmo no GCCCOT temos dois oficiais de diligências detidos por conta da prática de corrupção. No âmbito do processo da Autoridade Tributária estão envolvidos cerca de 30 pessoas dentre funcionários e cidadãos particulares, temos também detidos dois oficiais de justiça “, disse.
Referiu que os passos sequentes é prosseguir com a investigação, trazendo evidências necessárias para levar ao julgamento.
“Para nós avançarmos com a detenção é porque temos convicção que há aqui alguma matéria para submeter ao julgamento e responder pelos factos que pesam sobre eles”, disse.
(AIM)
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