Maputo, 19 Dez (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou esta sexta-feira o compromisso do Governo com a consolidação da paz, promoção do diálogo político nacional inclusivo e criação de bases sólidas para a independência económica de Moçambique.
No seu discurso, proferido, durante a recepção oficial de fim de ano, perante altas figuras do Estado, antigos presidentes da República, membros do corpo diplomático, líderes políticos e religiosos, bem como representantes da sociedade civil, Chapo destacou que 2025 foi “um ano de desafios e de realizações”, no qual os moçambicanos “deram, mais uma vez, prova de serem um povo unido, laborioso e resiliente”.
“O que celebramos hoje são os progressos alcançados e, ao mesmo tempo, reafirmamos a nossa total determinação em continuar a liderar a agenda definida para este mandato, visando a criação de bases sólidas para a nossa independência económica”, afirmou o Chefe de Estado.
Chapo sublinhou que, desde a sua tomada de posse como quinto Presidente da República, a 15 de Janeiro de 2025, o Governo tem estado empenhado na superação dos desafios do período pós-eleitoral, bem como na restauração da paz, da estabilidade e da confiança entre os moçambicanos.
“Assumimos os destinos da Nação apostando numa governação mais próxima do povo, uma governação orientada para servir o verdadeiro soberano do poder do Estado”, declarou.
O Presidente destacou como um dos principais ganhos do ano a aprovação, por consenso, pela Assembleia da República, da Lei do Compromisso para o Diálogo Político Nacional Inclusivo, considerando-a “reveladora da vontade genuína dos moçambicanos de construir um país politicamente estável, economicamente próspero e socialmente inclusivo”.
Segundo Chapo, o diálogo político nacional tem demonstrado a capacidade do país de ultrapassar diferenças e reforçar a unidade nacional. “O modelo de diálogo que estamos a liderar demonstra a capacidade do nosso povo de superar divergências, convergir vontades e unir-se na construção de vitórias colectivas”, frisou.
No domínio económico, o Chefe de Estado garantiu que o Executivo continuará a apostar na diversificação da economia, promovendo investimentos não apenas na indústria extractiva, mas também noutros sectores estratégicos.
“Continuaremos a apostar na agricultura, pesca, turismo, serviços, transporte e logística, tendo em conta as vantagens comparativas do nosso país na região”, afirmou, defendendo igualmente a modernização e inovação no sector empresarial do Estado, de modo a torná-lo mais competitivo e gerador de receitas.
O desenvolvimento do capital humano mereceu também destaque no discurso presidencial. O Presidente assegurou maior investimento na educação, saúde, segurança alimentar e nutricional, bem como na protecção social, com especial atenção “aos grupos mais vulneráveis, nomeadamente os idosos, as crianças e as mulheres”.
Na área da segurança, Chapo reiterou o compromisso do Governo no combate ao terrorismo, crime organizado e prevenção dos acidentes de viação.
Também enalteceu o papel desempenhado pelas Forças de Defesa e Segurança. “Saudamos e encorajamos as Forças de Defesa e Segurança a manterem-se firmes no combate à todas as ameaças à soberania e integridade do nosso território”, declarou, com particular referência à situação em alguns distritos das províncias de Cabo Delgado, Nampula e Niassa.
O Presidente endereçou igualmente palavras de reconhecimento aos parceiros de cooperação e desenvolvimento, nomeadamente às missões diplomáticas e organizações internacionais acreditadas no país, pela “renovada confiança no Governo e no povo moçambicano”.
Manifestou ainda o desejo de que, em 2026, seja possível “escrever uma nova página dourada no reforço da cooperação mutuamente vantajosa, assente no respeito recíproco e na confiança genuína”.
Dirigindo-se aos órgãos de comunicação social, Chapo elogiou o elevado nível de profissionalismo demonstrado ao longo do ano, apelando à continuidade do seu papel na informação, formação e recreação, bem como na promoção de uma sociedade harmoniosa, onde as liberdades de expressão e de imprensa sejam plenamente respeitadas.
(AIM)
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