Inundações: Foto arquivo de Ferhat Momade
Maputo, 29 Dez (AIM) – As chuvas torrenciais que se fazem cair na zona centro do país deixaram centenas de pessoas desalojadas no distrito de Búzi, na província central de Sofala, em Moçambique.
Em consequência, culturas agrícolas ficaram destruídas e algumas vias de acesso estão intransitáveis.
A mobilidade e a assistência às vítimas está condicionada, devido a intransitabilidade de algumas vias e elevado nível do caudal dos rios Zambeze, Púnguè e Save.
O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) já está no terreno para minimizar o sofrimento das famílias e apela a retirada urgente da população residente nas zonas baixas, face a subida dos caudais dos rios.
Segundo o delegado do INGD em Sofala, Aristides Armando, as principais bacias hidrográficas atingiram os níveis de alerta máximo há cerca de três dias.
Aristides Armando fez saber que estas famílias, algumas foram surpreendidas por uma forte corrente da chuva nas vésperas de celebração do Natal, foram abrigadas num centro transitório numa das escolas de Búzi e queixam-se de precárias condições de vida.
Aristides Armando, estima que mais de cinco mil famílias foram afectadas, centenas de casas parcial ou totalmente destruídas e 10 mil hectares de várias culturas agrícolas perdidas devido as inundações causadas pelo transbordo do rio Búzi.
“Neste momento estamos a transportar a população que precisa chegar à cidade da Beira, uma vez que a estrada Tica-Búzi está cortada em duas secções na Estrada Nacional número 280 e 281 [EN280 e EN281], explicou.
O administrador do distrito do Búzi, José Mutoroma disse que a maior parte dos campos de produção afectados pelas enxurradas tinham culturas de milho, arroz, e hortícolas já na fase de maturação.
Explicou ainda que neste momento a única alternativa para chegar à vila sede do distrito de Búzi é a via marítima.
“Estamos com um corte de estrada em duas secções partindo mesmo de Guara-Guara não se consegue transitar, nem mesmo de motorizada, por causa do corte em duas secções. Estamos a garantir o escoamento de produtos e também de pessoas a partir mesmo de barco”, aclarou.
(AIM)
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