Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque. Foto arquivo de Carlos Júnior
Maputo, 14 Mar (AIM) – O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) anunciou hoje (14), em Maputo, a activação de acções antecipadas para minimizar o impacto de possíveis inundações em várias regiões de Moçambique, face à persistência de chuvas intensas e à saturação dos solos.
A decisão foi avançada pela presidente do INGD, Luísa Meque, durante uma sessão extraordinária do Conselho Técnico de Gestão e Redução do Risco de Desastres, convocada para avaliar a evolução do fenómeno e reforçar o nível de prontidão das instituições envolvidas na resposta a desastres.
“Estamos a activar as acções antecipadas conforme a proposta trazida para este órgão. As medidas preparatórias já estão a ser implementadas, incluindo posicionamento de equipas, centros de acomodação e recursos para garantir resposta rápida caso seja necessário”, afirmou.
Na ocasião, Meque lembrou que “Já tínhamos praticamente encerrado alguns centros de acomodação, mas estamos em prontidão para que, caso seja necessário, possamos reactivar e reabrir estes centros”.
Segundo a presidente do INGD, muitas zonas continuam a registar inundações devido à saturação dos solos provocada pelas chuvas persistentes, tornando essenciais a vigilância constante e a preparação das autoridades.
“O nível das precipitações tem estado a cair, mas os solos já se encontram totalmente saturados e não estão a ajudar para a quantidade de precipitação que está a cair. Os solos não estão a conseguir absorver estas águas, daí encontrarmos em várias vilas e cidades áreas inundadas”, disse.
Meque explicou que a atenção das autoridades é maior nas províncias de Gaza, Inhambane, Sofala, Maputo e na cidade de Maputo, muitas das quais já registaram cheias nos últimos meses.
A responsável enfatizou que a activação das acções antecipadas visa reduzir riscos, proteger vidas e garantir a segurança de infra-estruturas críticas. Segundo o INGD, cerca de 89 mil pessoas estão em risco, e algumas infra-estruturas poderão ser afectadas, incluindo sete unidades sanitárias e cerca de 25 escolas.
“À medida que as chuvas vão cessando, podemos ter inundações nas zonas baixas, em algumas cidades e vilas. É importante estarmos atentos para não sermos apanhados de surpresa”, reiterou.
A responsável apelou ainda às comunidades para acompanharem as informações divulgadas pelas autoridades, incluindo pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) e pelo Centro Operativo Nacional de Emergência (CENOE), e adoptarem medidas preventivas, como a retirada de zonas de risco e a protecção de bens agrícolas.
“Logo que receberem a informação, é importante a retirada das zonas baixas e também a retirada dos equipamentos agrícolas para locais mais seguros”, concluiu.
De acordo com dados do INAM, nas últimas 24 horas várias localidades registaram precipitação significativa, com destaque para Pemba, com 90 milímetros, Beira, com 82 milímetros, Massangena, com 53 milímetros, e Macia, com 43 milímetros.
O INAM prevê a continuação de chuvas moderadas a localmente fortes em quase todo o país nos próximos três dias, com destaque para as províncias de Cabo Delgado, Niassa, Nampula, Manica, Sofala, Inhambane, Gaza e Maputo, com acumulados entre 50 e 200 milímetros.
(AIM)
SNN/sg
