Nampula (Moçambique), 01 Jan (AIM) – Os serviços de urgência do Hospital Central de Nampula, o maior da zona norte de Moçambique, teve uma noite, de passagem de ano, movimentada, com o atendimento a 405 doentes, 51 dos quais vítimas de acidentes de viação e agressões físicas.
Apesar destes números, o chefe daqueles serviços, Suleimana Isodoro, qualificou o final do ano como tendo sido tranquilo, uma vez que dos 51 doentes admitidos com traumas, decorrentes de acidentes de viação e agressões físicas, apenas dois ficaram internados.
“Tivemos um final do ano muito tranquilo, admitimos 405 pacientes de diferentes tipos de patologias, destes, 51 são com diversos tipos de trauma, com ênfase para os acidentes de viação. Observamos 28 pacientes com dois internamentos. Eram ligeiros. Por isso, foram socorridos e 26 enviados às suas famílias”, detalhou o médico-cirurgião.
Comparativamente a igual período do ano anterior, a fonte indicou que, apesar de terem sido atendidos mais pacientes com traumas, não houve internamentos, nem óbitos a lamentar.
“De uma forma geral, podemos dizer que este foi o mais tranquilo que já tivemos. Neste momento, nos nossos três serviços de urgência, Banco de Socorros, de adultos e de crianças, o movimento é normal, calmo, igual a todos os outros dias”, disse Isodoro, explicando que as agressões difíceis que aconteceram entre às duas e três horas de madrugada, estão relacionadas com os chamados “homens-catana” que criam algum distúrbio nas comunidades.
Dentre os atendidos, a fonte disse não ter sido observado qualquer paciente com ferimentos causados por artefactos pirotécnicos e apelou à boa vontade dos cidadãos a fim de doarem sangue, líquido vital para o bom prosseguimento da assistência hospitalar.
“Temos, neste momento, 104 unidades de sangue que estão disponíveis para os doentes que, na verdade, precisam. Mas, como estamos a falar do banco de sangue, este é um local que merece uma atenção especial, uma vez que o sangue não se compra. Então, mesmo que nós tivéssemos mil unidades, apelamos a todas às pessoas de boa vontade para que continuem a doar o sangue para continuarmos a salvar vidas”, enfatizou.
Concluiu deixando votos para a continuação de um comportamento cívico e seguro dos cidadãos e, particularmente, quem conduz para que evite fazê-lo depois de consumir álcool.
Por seu turno, Rosa Nilza Chaúque, porta-voz do Comando Provincial da Polícia, em Nampula, relatou o registo de quatro casos criminais, por roubo, com igual número de detidos.
Em relação a morte de garimpeiros que laboravam numa mina artesanal, a porta-voz confirmou a ocorrência, que segue em investigação.
“Tivemos também registo de um caso de desabamento de terra no distrito de Monapo, numa mina de ouro, onde foram vítimas 16 indivíduos. Destes, quatro perderam a vida e, doze encontram-se em tratamento. Queremos também deixar apelo a estes indivíduos que se têm dedicado à prática de garimpo ilegal para que não se aproximem destas áreas, pois podem ocorrer mais casos desta natureza e criar luto nas famílias”.
Rosa Chaúque apelou aos cidadãos para que continuem a festejar de forma ordeira.
“\Queremos apelar a toda a população da província de Nampula para que paute por um comportamento saudável, para que as festividades continuem de uma forma ordeira. A polícia continuará posicionada a garantir que as festividades continuem de uma forma harmoniosa e apelar também à colaboração na denúncia de casos criminais para que possa fazer aquilo que é seu trabalho”, concluiu.
(AIM)
Rosa Inguane (RI)/dt
