Director de Serviços de Urgência no Hospital Central de Maputo, Dino Lopes discursa na conferência de Imprensa. Foto arquivo de Carlos Júnior
Maputo, 26 Dez (AIM) – Pelo menos 65 pessoas deram entrada no Hospital Central de Maputo (HCM), a maior unidade hospitalar do país, durante as comemorações do Natal e dia da família (24 e 25), vítimas de traumas por acidentes de viação e outras 49 por agressão.
A informação foi avançada hoje, em Maputo, pelo director do Serviços de Urgências do HCM, Dino Lopes em conferência de imprensa onde prestou informe sobre as principais ocorrências registadas nos dias em alusão.
“Em relação às principais ocorrências, o número de casos mais elevado foi de traumas, principalmente por acidentes de viação e agressão física. No ano passado houve registo de 30 casos e neste ano tivemos 65 casos de vítimas de acidentes de viação, o que representa um aumento de 35 casos de acidentes”, disse Dino Lopes.
“Em relação aos acidentes de viação, não tivemos casos colectivos, como em outros anos, mas tivemos muitos casos de acidentes isolados, que culminaram com um aumento de 35 pacientes”, acrescentou.
Segundo Lopes, em relação à agressão física, o HCM registou 31 casos no ano passado contra 49 deste ano e foram registados sete casos devido a intoxicação alcoólica, pelo que, apela ao consumo moderado de bebidas alcoólicas.
“Em relação ao consumo de álcool tivemos muitos casos de intoxicação alcoólica sendo que, todos foram atendidos prontamente. Tivemos também uma boa coordenação com os hospitais gerais e centros de saúde que, de uma forma coordenada, nós fomos comunicando para os casos que ultrapassam a sua linha de atenção que foram transferidos para cá e, no total tivemos 21 casos de transferência dos quais 10 foram internados”, disse.
Lopes salientou que não há registo de óbito dos casos que deram entrada.
“Tivemos casos de laparotomia, laceração, mas todos com sucesso não tivemos nenhum caso de morte interna, pois os colegas que estiveram de serviço conseguiram dar uma resposta adequada com eficácia a todos os doentes”, afirmou.
O director dos Serviços de Urgências referiu ainda que o HCM dispõe de 304 unidades de sangue para responder a demanda na presente quadra-festiva.
“Tem que estar muito bem claro, que 304 unidades de sangue não é igual a 304 pacientes. Há um doente que pode precisar de quatro unidades de sangue, há outro que pode precisar até de 14, há outros doentes que têm que ir ao bloco operatório e precisam de mais unidades de sangue, portanto, as 304 unidades são para vários pacientes, mas não para igual número”, explicou.
Vincou que, “então, o nosso apelo vai para os concidadãos para se aproximarem do Banco de Sangue. Como sabem o sangue é um liquido precioso, não se fabrica só depende da boa vontade de quem pode doar para salvar outras vidas”.
Salientou ainda que 1.270 utentes deram entrada nos serviços de urgência daquela unidade hospitalar, o número representa um acréscimo se comparado com igual período homólogo de 2024 quando registou pouco mais de 600 entradas.
(AIM)
Fernanda da Gama (FG)/sg
