Primeira-ministra moçambicana, Benvinda Levi, dirige sessão extraordinária do Centro Operativo de Emergência (COE) da Época Chuvosa e Ciclónica 2025/2026
Maputo, 22 Jan (AIM). A Primeira-ministra moçambicana, Benvinda Levi, manifestou esta quinta-feira a solidariedade do Governo para com as populações afectadas pelas inundações e garante o reforço da assistência humanitária para salvaguardar vidas humanas.
Falando na província de Maputo, durante a sessão extraordinária do Centro Operativo de Emergência (COE) da Época Chuvosa e Ciclónica 2025/2026, a governante reconheceu que as cheias estão a afectar severamente centenas de milhares de famílias em situação de extrema vulnerabilidade, muitas das quais perderam todos os seus bens e se encontram privadas dos meios básicos de subsistência.
“Temos consciência de que muitas dessas pessoas perderam tudo e atravessam condições extremamente difíceis. O Governo, em coordenação com os seus parceiros, organizações da sociedade civil, instituições religiosas e o sector privado, encontra-se empenhado em prestar assistência às populações afectadas”, afirmou.
A Primeira-ministra destacou igualmente a onda de solidariedade nacional e internacional que se tem registado em apoio às vítimas das inundações, considerando tratar-se de um sinal encorajador de união e esperança num momento particularmente difícil para o país.
Segundo Levi, as autoridades competentes estão a trabalhar para assegurar uma resposta mais eficaz, priorizando o resgate de pessoas isoladas ou confinadas pelas águas, bem como o fornecimento de alimentos, vestuário e cuidados básicos de saúde às populações que se encontram em zonas relativamente seguras, mas sem acesso a bens essenciais.
“Há pessoas que se encontram em locais relativamente seguros, mas sem acesso a alimentos e vestuário. Existem igualmente doentes que não conseguem chegar às unidades sanitárias, pelo que se torna imperioso garantir assistência médica básica no terreno. O nosso principal objectivo, neste momento, é salvar vidas”, sublinhou.
A governante disse ainda que dados preliminares indicam a existência de cerca de 500 mil pessoas directamente afectadas pelas cheias em todo o país, número que poderá sofrer alterações à medida que prosseguem as acções de avaliação no terreno.
Neste contexto, explicou que o Governo central está a avaliar os danos causados às infra-estruturas públicas e privadas, incluindo estradas e outros serviços básicos interrompidos em consequência das inundações.
A Primeira-ministra acrescentou que a deslocação do Executivo às províncias afectadas visa reforçar a coordenação entre os diferentes níveis de governação, com o objectivo de melhorar a resposta humanitária e garantir que a assistência chegue de forma célere e eficaz às comunidades necessitadas.
Levi apelou igualmente ao envolvimento activo de todos os cidadãos no apoio às vítimas, defendendo que a solidariedade constitui um dever colectivo.
“Este é o momento de cada um de nós se colocar no lugar daqueles que perderam tudo e contribuir, na medida das suas possibilidades, para aliviar o seu sofrimento.”
Após a sessão extraordinária do Centro Operativo de Emergência, a Primeira-ministra deslocou-se ao distrito de Boane, na província de Maputo, onde visitou o centro de acolhimento da Escola Básica 19 de Outubro, que alberga 436 famílias, correspondentes a um total de 1.440 pessoas, deslocadas em consequência das inundações.
(AIM)
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