Chimoio (Moçambique), 22 Jan (AIM) – Dois indivíduos encontram-se detidos na cidade de Chimoio, província de Manica, centro de Moçambique, indiciados pelo crime de assassinato de um camionista.
O crime ocorreu na Estrada Regional Número 260 (ER/260), na zona de Bunga, distrito de Sussundenga, quando a vítima seguia num camião de carga no sentido Sussundenga–Mossurize.
O chefe do Departamento de Relações Públicas no Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Manica explicou que o grupo envolvido no crime era composto por três indivíduos.
Mouzinho Manasse disse que os dois detidos correspondem a um indivíduo directamente envolvido na execução do crime e o alegado mandante.
Outros dois suspeitos encontram-se foragidos, estando a corporação policial no terreno a desenvolver diligências para a sua localização e captura.
Segundo Manasse, os três meliantes estavam munidos com armas brancas e martelos, tendo interpelado uma viatura de longo curso, interrompido a sua marcha e agredido violentamente o condutor até à morte.
“Eram três indivíduos contratados para tirar a vida de um cidadão sob alegação de ter andado com a sua esposa. Depois de tirar a vida da vítima, os três assassinos colocaram-se em fuga. Das diligências feitas, foram neutralizados dois sendo, um assassino e outro mandante”, explicou Mouzinho Manasse.
A fonte garantiu que continuam em curso diligências para a captura dos outros dois indivíduos que participaram no assassinato do automobilista.
“Já há pistas para a localização dos dois indivíduos. Queremos acreditar que, num curto espaço de tempo, havemos de capturá-los e levá-los à barra de justiça”, referiu.
“Pelas informações que estamos a ter tudo começou porque o mandante, agora detido, viu sua quinta esposa ser levada por um empresário. Como forma de se vingar, contratou pessoas para tirar a vida do seu rival”.
Entretanto, Lucas Mapossa, apontado como suposto mandante do crime, nega o seu envolvimento e alega que a sua detenção foi orquestrada por um agente da polícia com quem se desentendeu em alguns assuntos.
“Não mandei matar alguém. É uma acusação organizada por um agente da polícia de Bunga que pediu que eu vendesse, para ele, a minha viatura. Recusei e de lá para cá não nos entendemos. Não mandei matar alguém”, suplicou Lucas Mapossa.
“Peço para que a polícia investigue cuidadosamente para encontrar o principal mandante deste crime. A minha esposa foi levada há mais de dois anos. Não seria hoje que eu mandaria alguém tirar a vida do meu rival”.
Num outro desenvolvimento, Manasse referiu, de forma geral, que a situação criminal na província de Manica é considerada calma.
Segundo o responsável, a corporação está no terreno para garantir a ordem e a segurança em todos os bairros da cidade de Chimoio e nos distritos da província.
“Havia relatos de casos de violência com recurso a catana em alguns bairros da cidade de Chimoio. Accionámos todas as nossas linhas operativas e de algumas semanas para cá, o ambiente é calmo. Temos os membros da polícia em todos os bairros. As patrulhas estão a acontecer para garantir a livre circulação de pessoas e bens”, disse Manasse.
“É um trabalho que estamos a fazer com a ajuda da população. O nosso apelo é que continuemos a colaborar na denúncia de qualquer caso que atente contra a ordem e segurança públicas”, acrescentou.
(AIM)
Nestor Magado (NM) /sg
