Projecto Mozambique LNG
Maputo, 28 Jan (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, vai relançar quinta-feira (29) o projecto Mozambique LNG, suspenso desde 2021, a ser desenvolvido na península de Afungi, distrito de Palma, na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, na sequência da melhoria da segurança naquela região.
A cerimónia contará com a presença do presidente-executivo da petrolífera francesa TotalEnergies, Patrick Pouyanné.
Segundo um comunicado da Presidência da República, enviado hoje à AIM, o evento constitui um marco significativo para a economia nacional e reafirma a confiança dos parceiros de cooperação internacional no potencial energético, institucional e humano de Moçambique.
O Chefe do Estado referiu que o reinício do projecto abre novas oportunidades de negócio para as micro, pequenas e médias empresas moçambicanas, reforçando o conteúdo local, a inclusão económica e o desenvolvimento da cadeia de valor.
Além do impacto directo e significativo na criação de emprego, tanto na fase de construção como na de operação, o relançamento contribuirá para dinamizar o mercado de trabalho interno e capacitar a mão-de-obra moçambicana, beneficiando directamente as comunidades locais.
O projecto irá também aumentar rendimentos, criar actividades económicas sustentáveis, implementar programas de formação e capacitação técnica e empresarial, e fortalecer as economias locais.
No plano macroeconómico, o investimento deverá impulsionar o Investimento Directo Estrangeiro, reforçar a estabilidade económica e criar bases sólidas para um crescimento sustentável.
O Mozambique LNG é desenvolvido por um consórcio internacional liderado pela petrolífera francesa TotalEnergies, operadora do empreendimento, com 26,5 por cento de participação.
A estrutura accionista integra ainda a japonesa Mitsui & Co (20 por cento), a moçambicana ENH Rovuma Área Um (15 por cento), a indiana ONGC Videsh (10 por cento), a Beas Rovuma Energy Mozambique (10 por cento), a BPRL Ventures Mozambique (10 por cento) e a PTTEP Mozambique Area 1, da Tailândia (8,5 por cento).
O projecto consolida o posicionamento de Moçambique como um hub energético regional e global, reafirmando o país como um actor credível no mercado mundial de gás natural liquefeito, ao mesmo tempo que eleva a sua posição geoestratégica e o seu papel na segurança energética.
Em finais de Outubro de 2025, o consórcio liderado pela TotalEnergies decidiu levantar a declaração de Força Maior sobre o projecto Mozambique LNG, após a suspensão das operações motivada pelos ataques terroristas, sobretudo no distrito de Palma.
Os ataques eclodiram em Outubro de 2017 em alguns distritos de Cabo Delgado, com destaque para Mocímboa da Praia, causando centenas de mortes e milhares de deslocados.
Avaliado em mais de 23 biliões de dólares norte-americanos, e com a Decisão Final de Investimento aprovada em 2019, o Mozambique LNG constitui o maior projecto privado alguma vez implementado em Moçambique.
A petrolífera francesa estima actualmente que o arranque da produção ocorra em 2029.
(AIM)
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